
A interrupção programada da terapia anti-retroviral, procedimento descartado pelo estudo SMART no início de 2008, voltou a ser discutida durante a IX Conferência Internacional em Tratamento e Infecção do HIV, realizada em Glasgow, Escócia, em novembro de 2008. Os resultados de dois novos estudos, ainda preliminares, indicam que, em situações específicas, a interrupção pode ser benéfica para o paciente.
Num deles, verificou-se que quatro pacientes do grupo que manteve o tratamento apresentaram problemas cardiovasculares, contra nenhum no grupo que interrompeu os anti-retrovirais. Mesmo com a interrupção, os pacientes conseguiram manter os mesmos níveis de CD4 do início da pesquisa.
O segundo estudo apresentado em Glasgow teve uma abordagem diferente, com a interrupção do tratamento apenas nos finais de semana, ou seja, cinco dias de tratamento e dois dias de “folga”. O estudo observou apenas os efeitos da suspensão em pacientes que tomam efavirenz, tenofovir e emitricitabina (semelhante à lamivudina). Os resultados preliminares mostram que os dois grupos – os que interromperam e os que não interromperam – apresentaram os mesmos índices de controle viral. O objetivo deste estudo é provar que alguns regimes de tratamento podem ter uma meia vida longa, mantendo a supressão viral mesmo nos dois dias de interrupção.

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