O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, alertou nesta quinta-feira para o risco da banalização da Aids devido à melhoria do tratamento e ao aumento da sobrevida dos pacientes com a doença. Temporão se disse preocupado durante a divulgação da "Pesquisa sobre Comportamento, Atitudes e Práticas Relacionadas às DST e Aids na População Brasileira de 15 a 64 anos (PCAP - 2008)", que apontou queda no uso de preservativo. Depois da primeira relação, por exemplo, passa de 61% para 50% o uso de preservativo nas relações sexuais com parceiros casuais.
“Não podemos cair na banalização da doença. É preciso prevenir na mesa intensidade em que estamos melhorando o tratamento. A Aids é um risco sempre presente, e é muito melhor viver sem a doença do que com ela.”
O alerta foi reforçado pela coordenadora de DST/Aids do ministério, Mariângela Simão. Ela lembrou que 33 mil pessoas ainda contraem a doença a cada ano no país, e que outras 11 mil morrem em decorrência da Aids.
“Parte das pessoas não percebe mais a Aids como problema. A incidência esta estabilizada, mas em patamares altos. Não se pode baixar a guarda,” advertiu.
O ministério anunciou que vai lançar até o fim do ano uma campanha de conscientização para estimular o uso do preservativo em sites de relacionamento, como o Orkut. A ideia é participar de grupos de discussão e incentivar os internautas a praticarem sexo seguro e a se submeterem a teste de HIV.

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