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Boas e más notícias sobre o combate ao HIV
Nos últimos anos, e pela primeira vez desde o início da epidemia, na década de 1980, as notícias sobre AIDS ganharam tom mais otimista graças, principalmente, ao tratamento com antivirais que em muito melhorou as condições de vida dos infectados.
Atualmente, os índices de contaminação atingem a marca de 15 mil ao dia e devem continuar crescendo. Além disso, já morreram 20 milhões de pessoas em todo o mundo por causa dessa doença e estima-se que haja 40 milhões de infectados.
A situação africana é trágica. Em países como a África do Sul, por exemplo, a epidemia, que continua se alastrando, já provocou redução populacional. Por outro lado, a extrema pobreza do continente como um todo inviabiliza o tratamento com antivirais, uma vez que o custo médio por pessoa varia entre 10 e 15 mil dólares/ano.
A situação é grave também na Índia, na China e nas ex-repúblicas soviéticas, regiões com maiores índices de crescimento do número de casos.
Nesse quadro de poucos recursos, o Brasil é apontado como exemplo a ser seguido. A política de quebra de patentes de remédios e a fabricação de genéricos conseguiu não só baratear os medicamentos como oferecer tratamento gratuito com antivirais. Como resultado, desde de 1996, caiu em 50% o número de casos fatais e as previsões feitas, em 1990, sobre o avanço da doença não se concretizaram. O próprio Ministério da Saúde chegou a afirmar que, em 1992, haveria 1.2 milhão de soropositivos. Dados recentes, porém, apontam para a metade desse número: cerca de 600 mil contaminados no país.
Sob a luz das informações advindas do último congresso mundial, o médico infectologista Esper Kallás faz uma avaliação sobre o desenvolvimento da infecção nestes últimos vinte anos. Nesta entrevista, explica a origem da infecção por HIV no homem, afastando especulações fantasiosas a respeito do assunto. Trata também de conquistas importantes para o tratamento com antivirais e aponta as maiores dificuldades para o controle da epidemia: o crescimento vertiginoso dos casos de mulheres infectadas, a tendência mundial ao relaxamento do uso de preservativos e a necessidade de convencer os pacientes que tomam antivirais a não suspenderem o tratamento para evitar que surjam versões cepas do vírus mais resistentes e com maior poder de transmissão.

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