
O primeiro caso notificado de aids em uma população indígena brasileira ocorreu no estado do Paraná em 1987. Um estudo dos dados epidemiológicos mostra que um caso de aids também foi encontrado na população indígena em 1987, no estado do Mato Grosso. A identificação dos primeiros casos é controversa, porque a expansão da epidemia de áreas urbanas para o interior tem acontecido em áreas que não são contíguas, e a doença tem pulado para locais que não eram previsíveis. Dois anos depois, em 1989, foi criado o Programa Nacional de DST e Aids, o qual incluiu as comunidades indígenas entre suas populações prioritárias, tendo atividades específicas para a prevenção de DST e HIV/aids nessa população.
Nos anos 1990 o perfil epidemiológico do HIV/aids no Brasil começou a mudar, com os dados mostrando o avanço da epidemia para o interior, e afetando grupos mais pobres e mulheres. Essas tendências também são refletidas nos casos notificados entre a população indígena. O atual cenário da epidemia tem seguido o crescimento econômico no interior do país, especialmente em cidades de porte médio e regiões em que grandes projetos de desenvolvimento estão em andamento, tais como projetos de agronegócio ou mineração localizados próximos de terras indígenas, ou às vezes até dentro delas. Os dados notificados mostram um aumento na incidência do HIV/aids e outras DST entre indígenas residentes e visitantes de áreas urbanas e das regiões das fronteiras.
Fonte: Ministério da Saúde
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