quarta-feira, 24 de março de 2010

Dezessete milhões de mulheres infectadas






















Dezessete milhões de mulheres estão infectadas com o vírus da Aids no mundo. A notícia, anunciada, ontem, pela Organização Não-Governamental Gestos, em audiência pública realizada pela Comissão de Saúde e Assistência Social da Alepe, deixou parlamentares e o público presente preocupados. A reunião, solicitada pela deputada Teresa Leitão (PT), marcou mais uma atividade em comemoração aos 100 anos do Dia Internacional da Mulher.

Na década de 80, quando surgiu a Aids no Brasil, a estimativa era de uma mulher infectada para cada grupo de 26 homens. Hoje, a proporção é de 1 para 1,5. Atualmente, mais de 474 mil casos, incluindo ambos os gêneros, foram registrados no País até 2007. Trinta e duas mil pessoas são infectadas anualmente.


Dados apresentados pela coordenadora da Gestos, Alessandra Neiva, apontam que “existe uma tendência para as mulheres que sofrem violência sexual serem mais infectadas”. Ela ainda informou que “é necessária uma ação integrada entre os poderes para criar políticas públicas de combate ao avanço da doença entre pessoas do sexo feminino”.

Para a vice-presidente da Comissão de Saúde, deputada Miriam Lacerda (DEM), os dados são alarmantes. “Muitas mulheres que não estavam na estimativa contraíram o vírus. Precisamos estudar uma forma para minimizar o aumento de casos”, frisou. De acordo com a assessora em Saúde, da Secretaria Especial da Mulher em Pernambuco, Rejane Neiva, no próximo dia 31, será lançado o Plano Estadual de Prioridade e Enfrentamento à Feminização da Aids e outras Doenças Sexualmente Transmissíveis. “A proposta visa priorizar a prevenção, diagnóstico e tratamento das doenças e o acesso das mulheres que estão vulneráveis ao HIV e outras enfermidades aos serviços”, pontuou.

Na ocasião, a deputada Teresa Leitão solicitou a regulamentação da Lei n° 12.721 de 2004, de sua autoria e do deputado Nelson Pereira (PCdoB). “A proposta cria o serviço de notificação compulsória para os casos de violência atendidos pelo sistema estadual de saúde. A ideia é ter um banco de dados e, a partir da análise das informações, influenciar a elaboração das políticas públicas. A legislação ainda precisa ser regulamentada pelo Executivo”, informou.

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Ubatuba, Litoral Norte, Brazil
Sou a Silmara, uma pessoa simples, risonha e de bem com a vida! Sou Coordenadora do Blablablá PositHivo, desenvolvido em parceria com a Prefeitura Municipal de Ubatuba, que tem como objetivo levar informações de DST/Aids em escolas e comunidades através do meu depoimento.Como coordenadora de literatura da Fundart criei o Projeto Psiu com a finalidade de descobrir e apoiar novos autores.Fui escritora sobre o Projeto Furnas, em Ubatuba.Tenho 25 crônicas classificadas em Concursos nacionais,inclusive o conto O Menininho Perdido classificado no concurso de Antologia Ponte dos Sonhos, na Alemanha e o poema Brava Gente de Ubatuba em Guadalaraja.Sou autora da cartilha Ambiente Vivo e do livro Flash, Você sabe o que eu tenho? Eu tenho amores, dores,senhores, sabores...Eu tenho atitude.E VOCÊ? Silmara Retti é madrinha do DTPK crew

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