
Teste reduziria em até vinte vezes risco de infecção pelo HIV em transfusão de sangue, defende Associação Brasileira de Hematologia e Hemoterapia
24/01/2011 - 17h40
De acordo com o diretor administrativo da Associação Brasileira de Hematologia e Hemoterapia, Dante Mário Júnior se o teste NAT (sigla em inglês para Teste de Ácido Nucleico) fosse obrigatório no país, o risco de infecções contraídas por meio de transfusões de sangue diminuiria em até 20 vezes.
O teste NAT brasileiro é uma das inovações tecnológicas que estão sendo desenvolvidas para o combate às doenças retrovirais. A implementação gradual é feita pelo Ministério da Saúde, por meio da Coordenação da Política de Sangue. O procedimento serve para detectar o HIV e HCV (hepatite C), além de ampliar a segurança nos serviços de hemoterapia no Brasil.
Dante manifestou preocupação com a demora na adoção do teste, que ocorre devido ao custo significativo. "Não podemos, devido à justificativa econômica, deixar de garantir a maior segurança possível na transfusão realizada no Brasi", disse em entrevista ao programa Revista Brasil, da Rádio Nacional. "Os órgãos governamentais defendem a ideia de que esse teste tem custo relativamente elevado e que o Brasil está desenvolvendo um produto nacional. É pertinente, mas o Brasil deveria adotar esses testes que já existem no mercado e, só depois, desenvolver um próprio", completou.
Segundo ele, diversos estudos demonstram a segurança maior com a utilização do teste NAT, entre eles, um do Hospital das Clinicas, da Universidade de São Paulo.
Redação da Agência de Notícias da Aids com informações da Agência Brasil

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