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O combate à discriminação e o estímulo à solidariedade foram as metas que impulsionaram a criação do Dia Mundial de Luta Contra a Aids - 1º de dezembro - pela Assembléia Mundial de Saúde em 1987 e a adoção da data pelo Brasil, no ano seguinte. Bem oportuna, a campanha lançada pelo Ministério da Saúde este ano tem como tema "Aids e Racismo: O Brasil tem que viver sem preconceito". A escolha foi feita a partir da percepção de que a população negra nunca foi alvo de campanhas de prevenção, apesar de representar 47,3% da população do país, segundo o IBGE.
Negros têm menos acesso à saúde
O Ministério da Saúde confirma que o crescimento da aids no Brasil é maior entre a população negra. Entre 2000 - quando a notificação do HIV passou a exigir informações sobre cor da pele - e 2004, a participação dos negros e pardos no total de pessoas vivendo com HIV/aids no país cresceu entre homens (de 33,4% para 37,2%) e principalmente entre mulheres (de 35,6% para 42,4%).
Estudos comprovam que não há relação clínica entre a aids e a população negra. Porém, a maioria dos negros ainda tem mais dificuldade de acesso à escolaridade, à informação e ao mercado de trabalho, o que a torna mais vulnerável ao HIV. Segundo o coordenador do Programa Nacional de DST/Aids, Pedro Chequer, mesmo entre a população mais pobre, os negros têm menor acesso à rede pública de saúde do que os brancos. "O tema deve ser servir de reflexão para todos nós. É uma realidade que precisamos mudar", convoca Chequer.

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