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Pesquisas tentam diminuir riscos de efeitos adversos nas novas drogas
Desde a descoberta dos inibidores de protease, em 1996, uma série de avanços relacionados à posologia, ao veículo em que diversas medicações são disponibilizadas e à diminuição dos efeitos colaterais foram descobertos para tentar tornar o tratamento contra a aids menos agressivo ao paciente. "Os estudos de avaliação de estratégias de tratamento anti-retroviral têm o objetivo de encontrar esquemas mais potentes que sejam, ao mesmo tempo, melhor tolerados e mais facilmente incorporados à rotina do paciente", explica a chefe do Serviço de Doenças Infecciosas do Instituto de Pesquisa Clínica Evandro Chagas/Fiocruz, Beatriz Grinsztejn. Segundo ela, ao longo do tempo, o desenvolvimento de novos medicamentos tem se direcionado a buscar compostos que sejam também menos tóxicos. "Esses aspectos são ainda mais relevantes para pacientes que já apresentam falha terapêutica, porque para o tratamento inicial já dispomos de esquemas com menor toxicidade e fácil administração", acrescenta Grinsztejn.
Em todos os estudos clínicos de medicamentos, por exemplo, há uma preocupação com as dislipidemias, buscando alternativas para amenizar essas alterações. "À medida que você tem mais tempo para estudar os efeitos da medicação a longo prazo e a relação causal desses efeitos com características ou particularidades das substâncias, fica mais fácil eliminar ou abrandar os efeitos adversos, mantendo o poder terapêutico da medicação. Quanto mais se fizer isso, melhor será o efeito custo-benefício da terapia", analisa Estevão Portela. Porém, isso não significa que o paciente está livre de novos efeitos adversos. "Significa que nós estamos trabalhando cada vez mais no sentido de depurar a substância para que ela fique focada em seu objetivo principal, com menos efeitos periféricos", diz o infectologista.

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