terça-feira, 2 de junho de 2009


Vereador de Campinas lança dúvidas sobre eficácia de coquetel de remédios contra a aids

O vereador iniciou seu discurso abordando a relação entre médicos e laboratórios. “O que temos visto na área da saúde são médicos comprados por laboratórios farmacêuticos. Senhores é uma máfia, talvez uma das maiores máfias que a gente já teve contato”, disse ele a respeito de profissionais que receitam remédios em troca de regalias.

Depois, relembrou uma manifestação ocorrida em 14 de agosto de 1995 no Paço Municipal de Campinas para reivindicar o coquetel antiaids, em que ele participou. “Hoje eu nunca faria isso. Por que nós dormimos no Paço Municipal? Para pedir o chamado “coquetel da aids”. Tenho dúvida se os remédios mais matam do que curam”, informou.

Também comentou sobre o programa brasileiro de combate ao HIV. “Não se faz nada em termos de prevenção. Sabe qual é o maior programa, elogiado pelo mundo, do programa da aids? É a distribuição de medicamento. São 986 milhões de reais por ano, do nosso bolso para a indústria farmacêutica, que está rindo à toa. Este é o grande programa, referência de aids no mundo”.

Para o Grupo Pela Vidda, as “afirmações são levianas e desinformadas, novamente ofensivas a todos nós, ONGs e governos, que nos engajamos permanentemente em ações, projetos e trabalhos de prevenção, embora tenhamos a convicção do quanto há que se avançar”. Sobre a eficácia dos medicamentos e o fato de que eles estariam matando pessoas, a ONG declara que “são inverdades gravíssimas que precisam ser reparadas. O tratamento da aids progrediu indiscutivelmente após a introdução, em 1995, dos medicamentos inibidores da protease, tornando mais potentes e eficazes as combinações de antirretrovirais”.

O Presidente do Fórum de ONG/Aids do Estado de São Paulo, Rodrigo Pinheiro, disse o político foi equivocado em suas declarações. “O tratamento contra a aids trouxe uma qualidade de vida e diminuiu o número de óbitos. Ele não pode desvalorizar o que aconteceu. Não dá para aceitar essa desmoralização do movimento, deveria reconsiderar o que disse”, comentou. Também acrescentou que o político precisa conhecer mais os trabalhos de prevenção no País feito por ONGs.

A Agência de Notícias da Aids procurou o gabinete do vereador Petterson Prado para ouvir sua versão, mas não obteve resposta até o fechamento desta reportagem.

Rodrigo Vasconcellos

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Ubatuba, Litoral Norte, Brazil
Sou a Silmara, uma pessoa simples, risonha e de bem com a vida! Sou Coordenadora do Blablablá PositHivo, desenvolvido em parceria com a Prefeitura Municipal de Ubatuba, que tem como objetivo levar informações de DST/Aids em escolas e comunidades através do meu depoimento.Como coordenadora de literatura da Fundart criei o Projeto Psiu com a finalidade de descobrir e apoiar novos autores.Fui escritora sobre o Projeto Furnas, em Ubatuba.Tenho 25 crônicas classificadas em Concursos nacionais,inclusive o conto O Menininho Perdido classificado no concurso de Antologia Ponte dos Sonhos, na Alemanha e o poema Brava Gente de Ubatuba em Guadalaraja.Sou autora da cartilha Ambiente Vivo e do livro Flash, Você sabe o que eu tenho? Eu tenho amores, dores,senhores, sabores...Eu tenho atitude.E VOCÊ? Silmara Retti é madrinha do DTPK crew

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