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Um laboratório do Espírito Santo vende, desde o ano passado, para todo o Brasil um kit de teste de HIV para ser feito em casa e despachado pelos Correios, um serviço considerado irregular e que traz risco para a saúde pública, segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
De acordo com o órgão federal, a empresa está desrespeitando a legislação por enviar material biológico via Correios (amostras de sangue) e fornecendo dados não confiáveis, em razão do transporte inadequado das amostras.
A coordenadora do Programa Municipal de DST/Aids de Rio Claro, Neide Heloísa Outeiro Pinto, também condena a venda de testes na internet e lembra que as pessoas podem verificar gratuitamente na rede pública se são ou não portadores do HIV.
Existem duas opções para o paciente: o teste rápido, cujo resultado sai em 30 minutos, e o exame de sangue tradicional, mais eficaz mas com resultado mais demorado, de 15 a 20 dias. Ambos são gratuitos, anônimos e sigilosos, afirma Heloísa. "Para garantir o sigilo, temos a norma de entregar o resultado exclusivamente para a pessoa que fez o exame", comenta.
A coordenadora orienta que o teste de HIV não seja feito de forma indiscriminada e a todo o momento. O aconselhável é que façam o exame pessoas que passaram por situação de risco - relação sexual sem preservativo, compartilhamento de seringas e agulhas, transfusão de sangue contaminado - há mais de três meses, por conta da janela imunológica. "Porém, quando mais precoce o diagnóstico, melhor o controle da carga viral e do desenvolvimento da doença. Passado o período da janela imunológica, a pessoa deve fazer o teste o quanto antes".

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