sábado, 8 de agosto de 2009

Resistência aos medicamentos contra o HIV em crianças infectadas pelo vírus















A disseminação global do uso da terapia antirretroviral (ARV) em crianças ainda encontra-se bastante atrasada em relação ao tratamento em adultos, e somente recentemente começaram a surgir dados sobre os resultados do tratamento em locais de recursos limitados. Em consequência disso, enquanto a literatura é rica em padrões de resistência aos medicamentos em adultos que estão recebendo a terapia ARV, há ainda poucos dados no que se refere às crianças.


Quais são as implicações desses achados? Os altos níveis de resistência observados nas crianças que não respondem à terapia de primeira linha são preocupantes devido às restritas opções de tratamento futuro para essa faixa etária e por causa da necessidade de terapia ARV mais prolongada do que nos adultos. Há uma necessidade urgente de se explorar estratégias que previnam e minimizem o impacto desse alto nível de resistência através do uso de monitoramento mais frequente da carga viral para a identificação precoce da falha e para determinar regimes de segunda linha para os quais a resistência de primeira linha não seja um problema, por exemplo, monoterapia de IP potencializado ou IP com um inibidor de integrase. O raltegravir é um potente e seletivo inibidor de integrase de HIV-1 aprovado para uso em adultos e que atinge boas taxas de supressão virológica naqueles que apresentam grande resistência medicamentosa aos ITRN e ITRNN. Dados preliminares sugerem que o raltegravir é geralmente seguro e bem tolerado em crianças, mas mais avaliações são necessárias no que se refere à falha no tratamento pediátrico.

O relato de dados genotípicos também precisa ser padronizado. Os autores ressaltam a variabilidade existente entre diferentes estudos em termos de prevalência das mutações à estavudina devido a diferenças nas mutações relatadas. Além de relatar as mutações clinicamente relevantes para cada classe e medicamento, também é útil apresentar o número das TAM e quantas tiveram resistência a todas as três classes.


Philippa Easterbrook

Professor, HIV Medicine, Kings College, London, Reino Unido

Correspondência

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Ubatuba, Litoral Norte, Brazil
Sou a Silmara, uma pessoa simples, risonha e de bem com a vida! Sou Coordenadora do Blablablá PositHivo, desenvolvido em parceria com a Prefeitura Municipal de Ubatuba, que tem como objetivo levar informações de DST/Aids em escolas e comunidades através do meu depoimento.Como coordenadora de literatura da Fundart criei o Projeto Psiu com a finalidade de descobrir e apoiar novos autores.Fui escritora sobre o Projeto Furnas, em Ubatuba.Tenho 25 crônicas classificadas em Concursos nacionais,inclusive o conto O Menininho Perdido classificado no concurso de Antologia Ponte dos Sonhos, na Alemanha e o poema Brava Gente de Ubatuba em Guadalaraja.Sou autora da cartilha Ambiente Vivo e do livro Flash, Você sabe o que eu tenho? Eu tenho amores, dores,senhores, sabores...Eu tenho atitude.E VOCÊ? Silmara Retti é madrinha do DTPK crew

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