sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Quanto tempo de vida eu tenho?


Soropositivos que tomam antirretrovirais e que cuidam bem da saúde têm a mesma expectativa de vida que uma pessoa sem HIV, indicam estudos

26/02/2010 - 14h30

Com tratamento antirretroviral e outros cuidados de saúde, os soropositivos podem ter uma expectativa de vida igual às pessoas que não têm o vírus da aids, demonstraram dois estudos apresentados recentemente na 17ª Conferência de Retrovírus e Infecções Oportunistas (CROI), ocorrida em São Francisco, nos Estados Unidos.

Denise Lotufo Estevam, infectologista do Centro de Referência e Treinamento em DST e Aids de São Paulo (CRT-DST/Aids), participou da CROI.

Ela conta que o evento nos Estados Unidos destacou muito a mudança do motivo causador do óbito das pessoas com HIV, que hoje morrem mais de doenças cardiovasculares, por exemplo, do quem em decorrência das fraquezas do sistema imunológico.

“Ainda não podemos garantir que a expectativa de vida (de uma pessoa com e sem HIV) é igual, pois precisamos de muitos outros estudos, mas sem dúvida a aids é uma doença crônica”, comentou.

No CRT-DST/Aids desde 1992, Estevam conta que atende vários pacientes que vivem com HIV e aids antes de ela começar a trabalhar na instituição.

“Hoje as pessoas podem fazer planos pro futuro, cursar uma faculdade, ter uma carreira profissional...”, exemplificou.

O ativista Hugo Hagström, de 49 anos, vive com HIV há aproximadamente 25 anos e está em tratamento antirretroviral há 14.

Integrante do Grupo de Incentivo à Vida (GIV) de São Paulo, Hagström diz que foram aos antirretrovirais que deram uma grande expectativa de vida às pessoas com HIV, mas os efeitos colaterais provocados por esses medicamentos ainda são enormes, como a lipodistrofia (alterações na massa corpórea) e as doenças no fígado.

“Quais as consequências dessa grande expectativa de vida? As pessoas que estão em tratamento contra a aids têm muitos outros problemas de saúde”, lamentou.

A jovem Karina Ferreira da Cruz, de 22 anos, vive com HIV desde criança. Devido ao efeito de alguns medicamentos contra a aids, ela disse sentir muito sono durante o dia, o que a prejudica no trabalho.

Especialistas explicam que os pacientes respondem de maneira diferente ao coquetel antirretroviral, tanto no tratamento contra a aids, como nos efeitos provocados pelos medicamentos.

Porém, uma alimentação saudável e atividades físicas são aconselhadas a todos os pacientes.

Redação da Agência de Notícias da Aids

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Ubatuba, Litoral Norte, Brazil
Sou a Silmara, uma pessoa simples, risonha e de bem com a vida! Sou Coordenadora do Blablablá PositHivo, desenvolvido em parceria com a Prefeitura Municipal de Ubatuba, que tem como objetivo levar informações de DST/Aids em escolas e comunidades através do meu depoimento.Como coordenadora de literatura da Fundart criei o Projeto Psiu com a finalidade de descobrir e apoiar novos autores.Fui escritora sobre o Projeto Furnas, em Ubatuba.Tenho 25 crônicas classificadas em Concursos nacionais,inclusive o conto O Menininho Perdido classificado no concurso de Antologia Ponte dos Sonhos, na Alemanha e o poema Brava Gente de Ubatuba em Guadalaraja.Sou autora da cartilha Ambiente Vivo e do livro Flash, Você sabe o que eu tenho? Eu tenho amores, dores,senhores, sabores...Eu tenho atitude.E VOCÊ? Silmara Retti é madrinha do DTPK crew

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