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Um grupo de pesquisadores americanos revela que a pré-mastigação da comida, antes de dá-la ao bebê, pode ser uma via de transmissão do vírus HIV. Em artigo publicado na revista Pediatrics, os especialistas apresentam o caso de três bebês que teriam sido infectados após ingerirem alimentos pré-mastigados por seus cuidadores.
"Embora a prática de pré-mastigar o alimento das crianças pequenas exista em várias partes do mundo, incluindo os Estados Unidos, sua extensão é desconhecida", explicam os autores. E, segundo os especialistas, a transmissão do HIV normalmente não é associada a essa prática.
Na publicação, são citados dois casos de crianças cujas mães sabiam que estavam infectadas com o vírus da Aids, mas não amamentavam seus bebê e já se havia descartado o contágio vertical (de mãe para filho). No terceiro, a mãe não estava infectada, mas uma tia-avó que ajudava a cuidar da criança tinha o HIV. E as três crianças teriam ingerido, em diversas ocasiões, alimentos pré-mastigados pelo cuidador infectado.
Os pesquisadores descartaram outras formas de contágio nos bebês, e estudos posteriores revelaram que a fonte primária de HIV em dois dos casos seria o sangramento bucal do adulto infectado que pré-mastigou a comida. "A comida pré-mastigada é uma rota de transmissão do HIV não informada previamente e que tem implicações globais importantes", enfatizaram.
Além disso, a equipe de especialistas considera que essa prática pode explicar alguns casos relatados de transmissão "tardia" do vírus nas crianças que, até o momento, eram atribuídas à amamentação. Por isso, até que se compreenda melhor os riscos, os autores desaconselham a prática da pré-mastigação pelas pessoas infectadas ou em risco de ter o vírus.

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