sábado, 8 de agosto de 2009

Crianças alimentadas com comida...








Um grupo de pesquisadores americanos revela que a pré-mastigação da comida, antes de dá-la ao bebê, pode ser uma via de transmissão do vírus HIV. Em artigo publicado na revista Pediatrics, os especialistas apresentam o caso de três bebês que teriam sido infectados após ingerirem alimentos pré-mastigados por seus cuidadores.

"Embora a prática de pré-mastigar o alimento das crianças pequenas exista em várias partes do mundo, incluindo os Estados Unidos, sua extensão é desconhecida", explicam os autores. E, segundo os especialistas, a transmissão do HIV normalmente não é associada a essa prática.

Na publicação, são citados dois casos de crianças cujas mães sabiam que estavam infectadas com o vírus da Aids, mas não amamentavam seus bebê e já se havia descartado o contágio vertical (de mãe para filho). No terceiro, a mãe não estava infectada, mas uma tia-avó que ajudava a cuidar da criança tinha o HIV. E as três crianças teriam ingerido, em diversas ocasiões, alimentos pré-mastigados pelo cuidador infectado.

Os pesquisadores descartaram outras formas de contágio nos bebês, e estudos posteriores revelaram que a fonte primária de HIV em dois dos casos seria o sangramento bucal do adulto infectado que pré-mastigou a comida. "A comida pré-mastigada é uma rota de transmissão do HIV não informada previamente e que tem implicações globais importantes", enfatizaram.

Além disso, a equipe de especialistas considera que essa prática pode explicar alguns casos relatados de transmissão "tardia" do vírus nas crianças que, até o momento, eram atribuídas à amamentação. Por isso, até que se compreenda melhor os riscos, os autores desaconselham a prática da pré-mastigação pelas pessoas infectadas ou em risco de ter o vírus.

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Ubatuba, Litoral Norte, Brazil
Sou a Silmara, uma pessoa simples, risonha e de bem com a vida! Sou Coordenadora do Blablablá PositHivo, desenvolvido em parceria com a Prefeitura Municipal de Ubatuba, que tem como objetivo levar informações de DST/Aids em escolas e comunidades através do meu depoimento.Como coordenadora de literatura da Fundart criei o Projeto Psiu com a finalidade de descobrir e apoiar novos autores.Fui escritora sobre o Projeto Furnas, em Ubatuba.Tenho 25 crônicas classificadas em Concursos nacionais,inclusive o conto O Menininho Perdido classificado no concurso de Antologia Ponte dos Sonhos, na Alemanha e o poema Brava Gente de Ubatuba em Guadalaraja.Sou autora da cartilha Ambiente Vivo e do livro Flash, Você sabe o que eu tenho? Eu tenho amores, dores,senhores, sabores...Eu tenho atitude.E VOCÊ? Silmara Retti é madrinha do DTPK crew

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