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quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Perguntas Freqüentes sobre HIV

















O que é o HIV?

HIV, da sigla em inglês para Vírus da Imunodeficiência Humana, é um vírus que ataca o sistema imunológico humano.

Qual a diferença entre HIV e AIDS?

HIV é o vírus causador da AIDS. No entanto, nem todo aquele que é portador do HIV desenvolve a AIDS. Explico: AIDS, da sigla inglesa para Síndrome da Imunodeficiência Adquiria, é, como diz o próprio nome, uma síndrome. E síndrome é, por definição, um conjunto de sintomas e sinais (como nos diz a wikipedia) associados a uma mesma patologia. Ou seja, só se considera que o portador de HIV está com AIDS caso a doença evolua para o que chamamos de doenças oportunistas. Estas doenças oportunistas é que geram um quadro de sintomas que caracteriza a AIDS.

Existe vacina ou cura para o HIV?

Não. Ainda não foi desenvolvida a cura ou vacina definitiva para o HIV. O tratamento atual é o que se chama de Coquetel. O coquetel é um combinado de medicamentos que atua diminuindo a eficiência reprodutiva do vírus, o que retarda seus efeitos. O que muito se discute sobre os medicamentos do coquetel são os efeitos colaterais produzidos. Portanto, além dos medicamentos contra o vírus (chamados de antiretrovirais) também se faz necessário, em alguns casos, que se tomem ainda outros medicamentos contra os efeitos colaterais produzidos pelos antiretrovirais.


GHIV
Grupo Humanitário de Incentivo à Vida

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Por que o pernilongo não transmite HIV?


Porquê não transporta externamente nem transfere sangue de uma vítima para outra, em seu pequeno aparelho sugador. Apenas suga o sangue diretamente para seu intestino, onde o HIV é destruído.

domingo, 26 de julho de 2009

GRIPE A.Eu quero saber...


1. Quanto tempo dura vivo o vírus suíno numa maçaneta ou superfície lisa?
Até 10 horas.

2. Quão útil é o álcool em gel para limpar-se as mãos?
Torna o vírus inativo e o mata.

3.Qual é a forma de contágio mais eficiente deste vírus?
A via aérea não é a mais efetiva para a transmissão do vírus, o fator mais importante para que se instale o vírus é a umidade, (mucosa do nariz, boca e olhos). O vírus não voa e não alcança mais de um metro de distância.

4.É fácil contagiar-se em aviões?
Não, é um meio pouco propício para ser contagiado.

5.Como posso evitar contagiar-me?
Não passar as mãos no rosto, olhos, nariz e boca. Não estar com gente
doente. Lavar as mãos mais de 10 vezes por dia.

6.Qual é o período de incubação do vírus?
Em média de 5 a 7 dias e os sintomas aparecem quase imediatamente.

7.Quando se deve começar a tomar o remédio?
Dentro das 72 horas os prognósticos são muito bons, a melhora é de 100%

8.De que forma o vírus entra no corpo?
Por contato ao dar a mão ou beijar-se no rosto e pelo nariz, boca e olhos.

9.O vírus é mortal?
Não, o que ocasiona a morte é a complicação da doença causada pelo vírus, que é a pneumonia.

10.Que riscos têm os familiares de pessoas que faleceram?
Podem ser portadores e formar uma rede de transmissão.

11.A água de tanques ou caixas de água transmite o vírus?
Não porque contém químicos e está clorada

12.O que faz o vírus quando provoca a morte?
Uma série de reações como deficiência respiratória, a pneumonia severa é o que ocasiona a morte.

13.Quando se inicia o contágio, antes dos sintomas ou até que se apresentem?
Desde que se tem o vírus, antes dos sintomas.

14.Qual é a probabilidade de recair com a mesma doença?
De 0%, porque fica-se imune ao vírus suíno.

15.Onde encontra-se o vírus no ambiente?
Quando uma pessoa portadora espirra ou tosse, o virus pode ficar nas
superfícies lisas como maçanetas, dinheiro, papel, documentos, sempre
que houver umidade. Já que não será esterilizado o ambiente se recomenda extremar a higiene das mãos.

17.O vírus ataca mais às pessoas asmáticas?
Sim, são pacientes mais suscetíveis, mas ao tratar-se de um novo germe todos somos igualmente suscetíveis.

18.Qual é a população que está atacando este vírus?
De 20 a 50 anos de idade.

19.É útil a máscara para cobrir a boca?
Existem alguns de maior qualidade que outros, mas se você não está
doente é pior, porque os vírus pelo seu tamanho o atravessam como se
este não existisse e ao usar a máscara, cria-se na zona entre o nariz
e a boca um microclima úmido próprio ao desenvolvimento viral: mas se
você já está infectado use-o para não infectar aos demais, apesar de
que é relativamente eficaz.

20.Posso fazer exercício ao ar livre?
Sim, o vírus não anda no ar nem tem asas.

21.Serve para algo tomar Vitamina C?
Não serve para nada para prevenir o contagio deste vírus, mas ajuda a resistir seu ataque.

22.Quem está a salvo desta doença ou quem é menos suscetível?
A salvo não esta ninguém, o que ajuda é a higiene dentro de lar, escritórios, utensílios e não ir a lugares públicos.

23.O virus se move?
Não, o vírus não tem nem patas nem asas, a pessoa é quem o coloca dentro do organismo.

24.Os mascotes contagiam o vírus?
Este vírus não, provavelmente contagiem outro tipo de vírus.

25.Se vou ao velório de alguém que morreu desse vírus posso me contagiar?
Não.

26.Qual é o risco das mulheres grávidas com este vírus?
As mulheres grávidas têm o mesmo risco mas por dois, podem tomar os
antivirais mas em caso de de contagio e com estrito controle médico.

27.O feto pode ter lesões se uma mulher grávida se contagia com este vírus?
Não sabemos que estragos possa fazer no processo, já que é um vírus novo.

28.Posso tomar acido acetilsalicílico (aspirina)?
Não é recomendável, pode ocasionar outras doenças, a menos que você
tenha prescrição por problemas coronários, nesse caso siga tomado.

29. Serve para algo tomar antivirales antes dos síntomas? Não serve para nada.

30. As pessoas com AIDS, diabetes, câncer, etc., podem ter maiores
complicações que uma pessoa sadia se contagiam com o vírus?
SIM.

31.Uma gripe convencional forte pode se converter em influenza?
NAO.

32.O que mata o vírus?
O sol, mais de 5 dias no meio ambiente, o sabão, os antivirais, álcool em gel.

33.O que fazem nos hospitais para evitar contágios a outros doentes que
não têm o vírus?
O isolamento.

34.O álcool em gel é efetivo?
SIM, muito efetivo.

35.Se estou vacinado contra a influenza estacional sou inócuo a este vírus?
Não serve para nada, ainda não existe vacina para este vírus.

36.Este vírus está sob controle?
Não totalmente, mas estão tomando medidas agressivas de contenção.

37.O que significa passar de alerta 4 a alerta 5?
A fase 4 não faz as coisas diferentes da fase 5, significa que o
vírus se propagou de Pessoa a Pessoa em mais de 2 países; e fase 6 é
que se propagou em mais de 3 países.


38. Aquele que se infectou deste vírus e se curou, fica imune?
SIM.

39.As crianças com tosse e gripe têm influenza?
É pouco provável, pois as crianças são pouco afetadas.

40.Medidas que as pessoas que trabalham devam tomar?
Lavar-se as mãos muitas vezes ao dia.

41.Posso me contagiar ao ar livre?
Se há pessoas infectadas e que tussam e/ou espirrem perto pode
acontecer, mas a via aérea é um meio de pouco contágio.

42.Pode-se comer carne de porco?
SIM pode e não há nenhum risco de contágio.

43.Qual é o fator determinante para saber que o vírus já está controlado?
Ainda que se controle a epidemia agora, no inverno boreal (hemisfério
> norte) pode voltar e ainda não haverá uma vacina.

sexta-feira, 10 de julho de 2009


VARELLA - Os antivirais, essas novas drogas popularmente conhecidas como "coquetel" possibilitam reduzir e até fazer desaparecer da circulação periférica as partículas virais. As pessoas infectadas, tomando remédios que suprimem a detecção do vírus, podem transmiti-lo por meio do contato sexual?

KALLÁS - Já foi estabelecido que quanto maior a quantidade de vírus existente no sangue, maior sua quantidade nas secreções dos órgãos genitais, ou seja, no esperma ou na secreção vaginal. Era de se imaginar que essa correlação se repetisse quando o número de vírus no sangue caísse. De fato isso acontece. Está demonstrado que, quanto menos vírus houver no sangue, menos partículas virais serão encontradas nas secreções. Embora ainda não sejam definitivos, alguns estudos teóricos a respeito do assunto sugerem que tal redução repercute na diminuição da capacidade de uma pessoa transmitir o vírus. É possível que em breve cheguemos à conclusão de que o tratamento com antivirais ajuda a diminuir a transmissão do vírus.

No entanto, há um aspecto que deve ser considerado. Aparentemente, os vírus não desaparecem totalmente. Estudo recente demonstrou que, usando técnicas mais sofisticadas de análise, é possível detectar algumas partículas no esperma de indivíduos infectados pelo HIV e submetidos ao tratamento com remédios que tinham revelado a carga viral negativa no sangue, isto é, o vírus não era encontrado nos exames convencionais de laboratório, mas podia ser detectado através de técnicas mais sensíveis. Portanto, mesmo nesse caso, existe risco teórico de transmissão, embora provavelmente seja menor.

O vírus foi transmitido do macaco ao homem por contato sexual?



VARELLA - Existem teorias fantasiosas de que o homem teria adquirido o vírus através do contato sexual com chimpanzés. O que realmente aconteceu?

KALLÁS - Esse estudo americano foi muito cuidadoso e investigou os costumes do povo que habitava a região da África na qual o vírus teria surgido. Os pesquisadores observaram que, em alguns lugares, as pessoas viviam em tribos afastadas da civilização e tinham o hábito de caçar chimpanzés. Muitas vezes, esses animais eram mortos e esquartejados no local onde eram abatidos. Há fotos de pessoas manipulando os macacos mortos, cobertas de sangue até os ombros. Elas mexiam nas vísceras, cortavam a carne em pedaços e os levavam para serem comercializados nos mercados onde outras pessoas podiam entrar contato com o sangue. Por outro lado, é fácil imaginar que esses caçadores, andando dentro da mata ou lidando com o animal, podiam machucar-se, ferir-se e serem infectados pelo vírus dos chimpanzés. Desse primeiro contágio até a epidemia avassaladora que se espalhou pela África provavelmente decorreram décadas. Estima-se, no entanto, que mais de quinze milhões de africanos já morreram infectados pelo HIV. É uma grande tragédia.

Em relação à disseminação do vírus entre os chimpanzés, é importante ressaltar dois pontos. Primeiro, é que a infecção pelo HIV não provoca doença no animal. Segundo, não existe um estudo para demonstrar quantos chimpanzés estariam infectados por esse tipo de vírus. Pode ser que essa infecção fosse muito comum entre eles. Há um estudo a respeito do assunto em andamento. Os dados preliminares, apresentados em fevereiro de 2002, indicam a dificuldade de obter essas amostras, porque os chimpanzés estão soltos na natureza e há a preocupação em não interferir no ecossistema desses animais. Por isso, foram desenvolvidos métodos para vencer esses obstáculos. Os pesquisadores coletam fezes e urina dos animais e aplicam o teste para verificar a presença do vírus. O problema, todavia, é que com o avanço da urbanização na região diminuiu muito a população de chimpanzés que hoje vive confinada em pequenos nichos, pequenas comunidades nas quais se procura preservá-los. Conseqüentemente, a população atual é muito menor do que era há 30 ou 40 anos.

Esper Kallás é médico infectologista, professor na Faculdade de Medicina da Universidade Federal de São Paulo, antiga Escola Paulista de Medicina, onde é responsável pelo laboratório de doenças infecciosas. Defendeu tese de doutorado em imunologia de doenças infecciosas na Universidade de Rochester, Estados Unidos.sEGUE entrevista com Dr.Drauzio Varella:

VARELLA - A epidemia da AIDS começou mesmo na África?

KALLÁS - Estudo realizado nos Estados Unidos baseou-se na análise das características genéticas do vírus HIV isolado em várias regiões do mundo para traçar o local onde a epidemia teria surgido. Essas seqüências genéticas foram colocadas num grande computador que, utilizando programas matemáticos complexos, mapeou a evolução do vírus, estabelecendo as modificações adquiridas e sua adaptação às diversas regiões em que foi identificado no planeta.

Esse e outros estudos sugerem que a epidemia tenha surgido de fato no centro da África, numa região abaixo do deserto do Saara onde o vírus, antes encontrado somente em chimpanzés, foi transmitido para os humanos através de contato ocasional entre esses animais e os homens.

Vírus da Aids veio do macaco?


O vírus da aids nasceu do cruzamento de dois outros vírus encontrados em macacos na África, segundo pesquisadores. As duas cepas virais provavelmente passaram para os chimpanzés quando estes primatas se alimentaram de carne de macaco infectada, para depois chegar ao homem na forma do HIV, indica o estudo, publicado na revista Science.

Pesquisas anteriores já mostraram que o HIV-1, vírus que causa a forma mais comum da aids em seres humanos, originou-se de um vírus símio de imunodeficiência, ou SIV, que infecta chimpanzés. Mas Como o SIV chegou aos primatas permanecia um mistério.

Cientistas americanos e ingleses analisaram o padrão genético de uma variedade de cepas do SIV em macacos africanos e concluíram que pelo menos duas delas se combinaram para formar o SIV que hoje é encontrado em chimpanzés. Foi esta forma de SIV que passou para a população humana e deu início à pandemia de HIV-1 que matou milhões de pessoas.'
'A recombinação dos vírus de macacos ocorreu nos chipanzés, que o transmitiu para os seres humanos em pelo menos três ocasiões'', disse Frederic Bibollet-Ruche, virologista da Universidade de Alabama em Birmingham e co-autor do estudo. Segundo ele, a transferência dos primatas para o homem teria ocorrido antes de 1930. Sabe-se que uma segunda forma de aids, causada pelo HIV-2, foi transmitida do macaco africano diretamente para o homem, sem passar pelo chimpanzé.

Assunto retirado do Jornal Tribuna do Paraná

domingo, 5 de julho de 2009

O que é a Pílula do DIA SEGUINTE?


Na verdade são duas pílulas, que devem ser ingeridas o mais rápido possível após a relação sexual sem proteção: hoje os médicos falam que o ideal é ingeri-las até 24 horas após o sexo.Caso contrário, não funciona.
Só um detalhe: pílula do dia seguinte não é para ficar tomando todo mês nem toda hora.Ela tem uma alta dosagem de hormônios e isso pode atrapalhar o seu ciclo hormonal e NÃO fazer bem á sua saúde.Os médicos recomendam a pílula do dia seguinte somente em situações especiais, como o rompimento da camisinha ou se a mulher é vítima de estupro.

sábado, 27 de junho de 2009

Eu quero saber...


Se após um comportamento de risco a pessoa contrai o vírus da aids, quais são e quando surgirão os primeiros sinais dessa infecção pelo HIV?

A manifestação do vírus não ocorre de forma idêntica para todas as pessoas. Porém, geralmente, os sintomas aparecem como uma gripe (febre alta, dores pelo corpo e mal estar) acompanhada de manchas vermelhas pelo corpo (denominadas rash cutâneo) e linfadenopatia generalizada (aumento dos gânglios em diferentes partes do corpo).

O tempo entre a exposição ao vírus e o aparecimento dos primeiros sintomas é de cinco a 30 dias, com uma duração média na faixa de sete a 14 dias. No entanto, como os sinais e sintomas dessa fase são inespecíficos e comuns a outras patologias, eles não definem o diagnóstico de infecção pelo HIV. Por isso, a única maneira de saber a causa de tais sintomas é fazendo um teste anti-HIV.

Fonte: www.aids.gov.br

Eu quero saber...


O que é fase aguda da infecção pelo HIV?

A fase aguda é o período imediatamente após a infecção pelo vírus da aids. As manifestações clínicas da fase aguda podem variar desde gripes até uma síndrome que se assemelha à mononucleose (síndrome clínica caracterizada por mal estar, dor de cabeça, febre, dor de garganta, aumento de gânglios ou ínguas localizadas no pescoço ou generalizadas e inflamação do fígado - hepatite - leve e transitória). Os sintomas duram, em média, 14 dias. Depois desse período, ocorre a estabilização do quadro.

Eu quero saber...


Após a infecção pelo HIV, quanto tempo pode demorar até a manifestação dos primeiros sintomas da aids em si?

Em geral, os primeiros sintomas da aids começam a aparecer entre oito e dez anos após a infecção pelo HIV, como conseqüência à diminuição do número de linfócitos T CD4+, que são as células de defesa do organismo. Esse tempo, porém, varia de pessoa para pessoa. Há casos em que a aids demora mais tempo para se manifestar, podendo a presença do HIV passar despercebida por vários anos.

Há registro de casos em que se passaram 15 anos até a manifestação dos primeiros sintomas da doença (aparecimento das infecções oportunistas), tempo este denominado período de incubação. Nessa fase, o acompanhamento médico é muito importante. A queda da contagem de linfócitos T CD4+ é de 30 a 90 células por ano e está diretamente relacionada à velocidade da reprodução viral e à progressão para a aids.

Eu quero saber...


A ausência de sintomas evidentes da doença exclui a possibilidade de haver infecção pelo vírus HIV?
Não. A pessoa pode estar infectada pelo HIV e não ter desenvolvido a doença (aids), não tendo, portanto, nenhum sintoma da doença. A aids propriamente dita pode levar mais de 10 anos para aparecer e manifestar os primeiros sinais e sintomas.

A amizade é mais forte que a tuberculose


O bacilo da tuberculose passa de pessoa a pessoa, através das pequenas gotas de saliva, expelidas quando se tosse ou espirra, ficando em suspensão no ar por algum tempo. Ele é transmitido com mais facilidade em locais com pouco espaço para circulação, onde muitas pessoas dormem num mesmo cômodo, ou em lugares sem janelas. Este é o caso da favela da Rocinha, onde mora Rita Smith. Ela, que já era agente comunitária de saúde, há um ano resolveu fazer mais: fundou o Grupo de Apoio de Ex-Pacientes e Amigos em Combate à Tuberculose (Gaexpa), que atua no tratamento e na prevenção da doença. O grupo já conta com mais de trinta voluntários.

Saber Viver – Por que formou o Grupo de Apoio?Rita Smith – Como agente comunitária de saúde da Rocinha, minha função era levar os medicamentos e só. Eu ouvia as pessoas pedindo socorro e não tinha como ajudar.

SV – Como o Grupo funciona?
RS – Acompanhamos quem não têm condições de se tratar sozinho. Quem não sabe ler, quem não consegue tomar a medicação...

SV – Vocês recebem algum benefício em troca?RS – Não. Conseguimos alguns tíquetes- refeição e vales-transporte para os voluntários, mas deixamos para quando os doentes precisam.

SV – Que conselho você dá para quem quiser criar um trabalho parecido? RS- É preciso coragem para dar o primeiro passo. É duro, mas é possível. Pode começar com uma ou duas pessoas. O importante é apoiar quem precisa.

SV – Apoiar como?
RS – A solidão do doente é terrível. Acho até que não é a tuberculose que mata, mas a depressão. Tem muita gente jogada por aí, sem forças para se cuidar. Por isso faço questão de abraçar quem está doente.

SV – Você não teme adoecer novamente por conta desse contato?RS – Se a gente não fi zesse nada, iria ter mais gente doente. E, depois de um tempo de tratamento, o bacilo já não é transmitido.

SV – No seu tratamento, o que foi importante para você?RS – Tinha sempre alguém a meu lado. Quando eu mesma não acreditava que pudesse fi car boa, alguém acreditava. Eu não tinha força nenhuma, mas tinha sempre alguém para me ajudar a engolir um comprimido.

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Quem é quem



A francesa Françoise Barré-Sinoussi, diretora da Unidade de Regulação de Infecções RETROVIRAIS do Instituto Pasteur (em Paris), e o norte-americano Robert Gallo - fundador do Instituto de Virologia Humana da Faculdade de Medicina da Universidade de Maryland - entraram para a história da medicina em 1983. Com o também francês Luc Montagnier, eles descobriram e isolaram o HIV, vírus causador da AIDS. Françoise e Montagnier cultivaram células de linfonodos de pacientes que apresentaram nódulos característicos do estágio primário da AIDS. Depois, detectaram a atividade da enzima retroviral transcriptase reversa, uma assinatura da replicação do vírus. No ano passado, os dois dividiram com o alemão Harald zur Hausen o Prêmio Nobel de Medicina, a mais alta honraria que um cientista pode receber. Em 4 de maio de 1984, Gallo publicou uma série de quatro artigos na revista científica Science, nos quais demonstrava que o retrovírus HTLV-III era a causa da AIDS. Também criou o primeiro teste de detecção da doença, por meio do sangue. Mais tarde, o microorganismo seria renomeado HIV.
FRANÇOISE BARRÉ-SINOUSSI: Uma vacina profilática seria o único meio eficiente de deter a epidemia de AIDS. Muitos desafios ainda têm de ser transpostos, antes de desenvolvermos uma vacina eficaz: a variabilidade genética do HIV e sua capacidade de fugir ao mecanismo de defesa do sistema imunológico, o estabelecimento primário de reservatórios virais, a transmissão célula a célula, os mecanismos de proteção ainda indefinidos, a infecção e a alteração de elementos-chave do sistema imunológico, a bastante rápida indução de disfunções da resposta imune adaptativas e inatas, além de limitações nas pesquisas com cobaias animais.

terça-feira, 23 de junho de 2009


Ao identificar o vírus HIV na década de 1980, a senhora imaginava que ele se tornaria um grande desafio à medicina?

FRANÇOISE BARRÉ-SINOUSSI: É claro que nenhum de nós pensava, na época da descoberta, que o vírus que havíamos isolado levaria a uma epidemia dessa magnitude. No início de 1985, nós começamos a discernir a escala da epidemia. Agora, a epidemia é global e já podemos perceber a complexidade do vírus e a interrupção que ele induz dentro do sistema imunológico. Quanto mais cavamos dentro do mecanismo do HIV, mais ele parece se tornar mais complexo.

terça-feira, 26 de maio de 2009

Que critérios o médico irá usar ao escolher a melhor combinação de drogas?



O estado de saúde de cada pessoa, o estilo de vida e preferências pessoais vão influenciar a escolha das drogas anti-retrovirais. A seguir, alguns tópicos que devem, também, ser considerados:
- A combinação de drogas deve ser forte o suficiente para baixar a carga viral aos mais baixos níveis possíveis, que irão reduzir os riscos do surgimento de doenças oportunistas no futuro;
- Na terapia combinada é melhor não incluir nenhuma droga anti-retroviral que já tenha sido usada como monoterapia;
- Ao escolher a primeira combinação de drogas é importante planejar a longo prazo. O ideal é que o infectologista informe ao seu paciente qual é a segunda opção, caso a primeira falhe;
- Existe a possibilidade do aparecimento de efeitos colaterais. Assim, antes de iniciar a terapia é prudente levá-los em consideração e discuti-los com o paciente;
- Alguns anti-retrovirais interagem de maneira ruim com outros medicamentos que possam estar sendo tomados: podem tornar-se menos eficazes ou, por outro lado, até perigosos. É indispensável, portanto, que o médico esteja ciente das outras medicações utilizadas junto com o coquetel.

Quando devo iniciar o coquetel?



Neste assunto, não há respostas prontas: ninguém sabe qual é o momento ideal para o início da terapia. A decisão vai depender das condições de saúde da pessoa e da linha científica adotada pelo médico. O certo é que no Brasil existe um consenso elaborado por técnicos do Ministério da Saúde, que indica parâmetros para início do tratamento. Segundo o documento, deve-se dar medicamentos quando a carga viral superar 100.000 ml e CD4 tornar-se inferior a 500mm³. Pessoas com CD4 maior que 500/mm³ só devem iniciar a terapia quando a carga viral for maior a 100.000 cópias/ml.
A terapia combinada vem apresentando bons resultados em diferentes estágios da infecção – pessoas com ou sem sintomas. Isso significa que não há evidências de que quem começar cedo vai atingir os melhores resultados.

Por que tomar medicamentos anti-HIV?



A melhor maneira de combater o vírus é impedir sua multiplicação. É o que fazem os medicamentos anti-HIV, que devem baixar a carga viral, tornando-a indetectável e, se possível, restaurar a imunidade.
Para que o tratamento anti-HIV seja mais eficaz, é recomendável iniciá-lo antes que a pessoa tenha alguma doença e que o seu sistema imunitário esteja muito enfraquecido. É a razão pela qual, hoje, muitas pessoas infectadas pelo HIV fazem um tratamento enquanto dispõem de boa saúde.
Todavia, o início de tratamento raramente ocorre com urgência: é importante informar-se bem com seu médico, grupos e outras pessoas sob tratamento e se preparar antes de começar um tratamento anti-HIV.

O paciente decide se quer ou não começar o tratamento?



Sim, é dele a resposta final: é ele quem deverá acostumar-se a horários rígidos para tomar os remédios, visitas regulares ao infectologista e ao laboratório para exames e à possibilidade de efeitos colaterais. Por isso, é recomendável que pense com calma e obtenha o maior número possível de informações, através de médicos, publicações especializadas e outros portadores do vírus.
Antes de optar, talvez seja melhor levar em conta algumas situações, como por exemplo, se está no meio de uma mudança; começando um novo emprego ou tendo dificuldades no campo afetivo. Nestes casos, talvez seja melhor adiar a decisão. [ topo ^ ]

Quem sou EU?

Minha foto
Ubatuba, Litoral Norte, Brazil
Sou a Silmara, uma pessoa simples, risonha e de bem com a vida! Sou Coordenadora do Blablablá PositHivo, desenvolvido em parceria com a Prefeitura Municipal de Ubatuba, que tem como objetivo levar informações de DST/Aids em escolas e comunidades através do meu depoimento.Como coordenadora de literatura da Fundart criei o Projeto Psiu com a finalidade de descobrir e apoiar novos autores.Fui escritora sobre o Projeto Furnas, em Ubatuba.Tenho 25 crônicas classificadas em Concursos nacionais,inclusive o conto O Menininho Perdido classificado no concurso de Antologia Ponte dos Sonhos, na Alemanha e o poema Brava Gente de Ubatuba em Guadalaraja.Sou autora da cartilha Ambiente Vivo e do livro Flash, Você sabe o que eu tenho? Eu tenho amores, dores,senhores, sabores...Eu tenho atitude.E VOCÊ? Silmara Retti é madrinha do DTPK crew

Camisinha masculina?Como usar.