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sexta-feira, 23 de março de 2012

Projeto Blablablá Posithivo oferecerá aulas de libras e papel reciclado

















O Projeto Blablablá Posithivo, desenvolvido em parceria com a Prefeitura de Ubatuba, oferecerá no mês de março aulas de libras e papel reciclado. As aulas, que serão ministradas por Christian de Moura, terão início no dia 10 de março, a partir das 15 horas, no Terminal Turístico do Perequê-Açu. As aulas são oferecidas para interessados a partir de 7 anos. Christian é coordenador do projeto Ministério para Surdos e também ministrará aulas na Etec de Caraguatatuba.


Novos projetos
O projeto Blablablá Posithivo em breve terá o seu próprio jornal, onde seus integrantes poderão divulgar poemas, letras musicais, eventos, desenhos e mensagens. Esse projeto é de autoria da jornalista Aline Rezende, que orientará integrantes interessados a produzirem um jornal, desde a criação do texto, diagramação, foto e marketing. O projeto conta com o apoio da jornalista e diretora executiva da Agência de Notícias da Aids Brasil- Moçambique, Roseli Tardelli, que gostou da ideia e pretende divulgar a iniciativa.

Show beneficente
Através da união do hip hop regional aconteceu em São José dos Campos, no dia 18 de fevereiro, um show beneficente em prol das famílias do Pinheirinho, com o objetivo de arrecadar roupas, alimentos, produtos de higiene pessoal e brinquedos para a comunidade. Estiveram presentes integrantes e MCs do DTPK Crew e Projeto Blablablá Posithivo como Tagarela, Lorens, Confector, Ninho, Lucas Souza e do poeta Lucas Ramos, da cantora gospel Etiene Araújo e do líder da YESK8 Produções, Elton Herrerias. Todos se uniram pela causa e se apresentaram junto com os demais cantores da região, como MCs Tubaína, Arte Sonora, Dalsin e Slim Rimografia.
Novas parcerias surgiram e em breve o selo musical Forças Aliadas do projeto Blablablá Posithivo terá novidades, como o primeiro CD da cantora Etiene Araújo e a gravação da música O Crack, de Jorlan Lopes. As pessoas interessadas em apoiar esses cantores tão talentosos que representam Ubatuba já em nível regional poderão entrar em contato com Silmara pelo telefone 91503448 ou Ninho 91722701.
Para Silmara Retti, coordenadora do Projeto Blablablá Posithivo "a participação desses jovens em eventos beneficentes, sendo convidados especiais para subirem ao palco e mostrar suas composições a um público regional, significa que estamos no caminho certo. Somente a autoestima, a perseverança e a determinação conseguem fazer a diferença. Que Deus abençoe o talento de cada um e parabéns a todos os envolvidos”.

Fonte: Assessoria de Comunicação - PMU

quinta-feira, 22 de março de 2012

HIV, AIDS e estigma
















Carnaval deixou seus rastros nas ruas afora. Junto com isso, tomou de dúvida os desprevenidos. Diante do teste simples e seguro, um resultado que pode carregar conseqüências para a vida... Na angústia da espera, vem-lhe o envelope lacrado; o resultado é revelado. Para uns, "ufa!". Para outros, nem tanto.



Tão real quanto a angústia de poder se perceber portando um vírus para o qual ainda não foi desenvolvida a cura é a estigmatização e a discriminação sofridas pelos indivíduos vivendo com HIV ou AIDS. A presença desse estigma não se restringe apenas aos processos discriminatórios ou aos sentimentos inerentes ao quadro nos ambientes organizacionais, mas deriva também para as questões relacionais em todas as suas dimensões afetivas. A sensação de impotência e exclusão construídas por uma enorme falta de estrutura psicossocial tanto do indivíduo portador, quanto daqueles outros em seu derredor, despossuídos de informação, formulam uma segregação que carece de ser dissipada.

Prioritariamente entendemos que a questão aponta para uma visão distorcida sobre o tema HIV/AIDS, revelando atribuições pregressas de etnia, promiscuidade, homossexualidade e desemprego, sedimentando outros preconceitos pré existentes, sejam eles racistas, sexistas, etc., o que contribui para um sentimento de desvalorização do portador.


Isso acaba configurando o estigma, que exclui e gera autoexclusão, ao tempo em que tal condição é sentida como algo passível de ataque, denúncia e exposição, com prejuízos pessoais. Expandindo a concepção de estigma, podemos situálo entre o estigma sentido, que implica numa autolimitação, e o estigma efetivado, oriundo da experiência real de discriminação.


Percebe-se ainda que o senso comum associa também ao HIV/AIDS Dentro desse contexto, surgem temáticas coexistentes, tais como ter filhos, relações de trabalho, dificuldades na manutenção e na admissão em empregos, além dos obstáculos enfrentados na construção e manutenção de relacionamentos amorosos, sexo seguro e preconceito.


O fantasma da discriminação desponta como tema comum em todas as questões, trazendo para o indivíduo uma necessidade de se sentir "normal" e se encaixar, a fim de ser tratado com equanimidade, também em seu âmbito laboral.


Nesse último caso, as próprias ausências em função das consultas de rotina e dos cuidados necessários, acabam acarretando constrangimentos e questionamentos dentro de algumas empresas, havendo discriminações veladas, demissões e pedidos voluntários de demissão, ante os sentimentos de exposição a que alguns se veem submetidos, questionando-se o direito à privacidade.



Juntando-se ao fato da condição, existe ainda todo um julgamento moral e preconceituoso em torno do HIV/AIDS e daqueles que convivem com isso, ativando o imaginário mórbido ou contaminado social, cultural ou religiosamente por parte daqueles outros que disparam um olhar pouco aproximado da questão, que abrange dimensões de saúde coletiva. Reconceituar a visão desses quadros crônicos é tão necessário quanto dissolver as projeções sombrias e construídas sobre ignorância e medo, a fim de que sejamos capazes de criar elos sociais que diminuam as relações de marginalização ainda presentes, frente a essa questão. São projeções da sombra coletiva enviadas com tamanha ferocidade e pavor que podem matar algo precioso no ser e segregar de si mesmos aqueles que vivem esse contexto, causando isolamento, depressão e sentimento de abandono.



Um acolhimento psicossocial adequado e a implantação de recursos redutores do estigma, tais como a reeducação social e conscientização bem dirigidas, além da construção de habilidades para lidar com o SOROPOSITIVO serão recursos capazes de reduzir a distância moral e emocional entre pessoas sorodiscordantes. Da mesma forma, o aconselhamento em grupo ou individual e a estimulação da integração podem ser meios adequados para auxiliar o portador a lidar com sua angústia e seus temores, além de todas as imagens sombrias construídas no transcorrer do histórico do HIV/AIDS.


Portar HIV é tão crônico quanto hipertensão ou diabetes, não sendo mais considerado fatal quando da adesão aos sistemas de controle e tratamento indicados, eficazes na imensa maioria dos casos. Todavia, estigmatizar ou agir com preconceito atesta que estamos infectados por algo aterrador: o vírus da ignorância.


TRIBUNA DA BAHIA - BA |
FONTE: SOROPOSITIVO.ORG

Gel contra HIV se mostra seguro
















O produto que está sendo testado é uma versão do gel vaginal com menos glicerina
Um gel contra o HIV feito para ser usado no reto foi considerado seguro e aceitável após uma primeira fase de testes. O produto ainda precisa passar por outras duas fases de testes mais abrangentes antes de ser lançado no mercado.

O tenofovir é um antirretroviral, que já é usado contra a Aids na forma de comprimidos ou de gel vaginal. O microbicida, como é chamado o gel usado com essa finalidade, é uma das abordagens da medicina para reduzir a transmissão do HIV pelo sexo.

O produto que está sendo testado é uma versão do gel vaginal com menos glicerina, o que o deixa mais adaptado para o reto. Sem proteção, o risco de transmissão do HIV pelo sexo anal é até 20 vezes maior que pelo sexo vaginal.

O estudo foi feito com 65 homens e mulheres em três pontos diferentes dos EUA. Alguns usaram o gel e outros usaram outros produtos, como base de comparação. Apenas 18% dos participantes apresentaram efeitos colaterais significativos, e 87% dos que usaram o produto disseram que voltariam a utilizá-lo no futuro.(G1)

FONTE; SOROPOSITIVO.ORG

Novo remédio para combate à Aids em crianças vai ser testado na Fiocruz












O Instituto Farmanguinhos, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), anunciou que vai iniciar no segundo semestre deste ano testes em seres humanos para que um novo medicamento específico para o tratamento de Aids em crianças possa ser administrado.

Em um único comprimido, os pesquisadores conseguiram combinar princípios ativos usados no tratamento da doença – Lamivudina, Zidovudina e Nevirapina – e com doses adequadas para crianças. Em vez de três, a criança tomará apenas um comprimido. Além disso, o antirretroviral tem sabor agradável e pode ser dissolvido em água, facilitando a ingestão pelas crianças de até 13 anos de idade.

Os testes serão feitos em crianças de seis diferentes centros clínicos em Minas Gerais, São Paulo e no Rio de Janeiro, para avaliar o efeito do remédio no organismo. A previsão é que o medicamento esteja disponível no mercado dentro de três anos.

O Sistema Único de Saúde (SUS) dispõe de 16 tipos de antirretrovirais para crianças. No entanto, a maioria das dosagens é para adultos.

De 1980 a 2010, cerca de 14 mil casos de Aids em menores de 13 anos foram registrados no Brasil. Aproximadamente 4 mil recebem tratamento. Nessa faixa etária, a transmissão vertical da doença é a mais frequente, de mãe para filho durante a gravidez, parto ou aleitamento.

Carolina Pimentel, da Agência Brasil

quinta-feira, 20 de outubro de 2011














O plenário da Câmara dos Deputados aprovou nesta terça – feira (18), o projeto de lei 6124/05, que estabelece pena de um a quatro anos de reclusão para quem discriminar portadores do vírus do HIV. O projeto seguirá para votação no Senado.
O texto define como crime negar trabalho e atendimento de saúde a uma pessoa com Aids, discriminar ou impedir que essas pessoas frequentem creches ou estabelecimentos de ensino, além de divulgar a condição do portador de HIV com a intenção de constrangê-lo.
Os deputados retiraram do texto o inciso que classificava como crime “exonerar ou demitir de cargo ou emprego” em função do HIV.
O deputado Edmar Arruda (PSC – PR), autor do destaque, argumentou em plenário que a redação poderia “criar uma complicação jurídica.
"“Não se trata de ser contra o projeto, mas de criar uma indústria de ações trabalhistas que essa ação vai provocar. Não podemos imputar ao empregador essa responsabilidade”", disse.

Zé Carlos
RNP+ Campinas

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

















Com objetivo de minimizar os danos causados aos portadores do HIV, o Grupo de Educação à Prevenção a Aids (Gepaso) inaugura nesta sexta-feira, 30 de setembro, em Sorocaba, a academia “Superar - de Bem com a vida”.

Além de exercícios físicos e musculação, os alunos poderão também participar de aulas de dança de salão. O espaço funcionará de segunda à sexta das 9h às 18h, no segundo andar da sede da Sociedade Médica de Sorocaba. O trabalho será desenvolvido por educadores físicos, fisioterapeutas, psicólogos e assistentes sociais.

“Esta Academia vai trazer ânimo e felicidade para as pessoas soropositivas”, afirma a presidente do Gepaso, Maria Lucila Magno.

Segundo Lucila, a implantação da academia é considerada uma importante etapa para vencer a batalha contra a aids e o preconceito. “Através de exercícios físicos, orientados e acompanhados por especialistas, planeja-se prevenir e minimizar os danos causados pela síndrome lipodistrófica em pacientes com HIV/aids, visando melhorar a auto-estima, a qualidade de vida , estimular a adesão aos medicamentos”, explicou.

A lipodistrofia é o conjunto de alterações no metabolismo da gordura em pessoas vivendo com HIV e aids, como o acúmulo de gordura em determinadas partes do corpo (abdômen, costa, seios) e diminuição da massa muscular em outras (pernas e braços). Geralmente essa alterações são em decorrência do uso de antirretrovirais.

O projeto tem o apoio do governo de São Paulo e da Secretaria Municipal de Saúde de Sorocaba.


Serviço

Inauguração da academia “Superar - de Bem com a vida”.

Quando: 30 de setembro
Horário: 19h
Local: Auditório da Sociedade Médica de Sorocaba – Rua: Monsenhor João Soares,75 centro.

Redação da Agência de Notícias da Aids


quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Edital exige teste de HIV para concurso público da prefeitura de Matinhos, no Paraná


















Um concurso público da prefeitura de Matinhos, litoral do Paraná, exige teste de HIV, além de exames de sangue e urina. A informação foi destaque no jornal O Globo Online desta quarta-feira. Segundo a reportagem a exigência é de caráter eliminatório. As vagas oferecidas pela prefeitura são nas áreas de Administração, Educação, Saúde e Serviços Gerais.

Segundo reportagem do jornal O Globo Online, desta quarta-feira, um concurso para preencher vagas nas áreas de Administração, Educação, Saúde e Serviços Gerais na prefeitura de Matinhos, litoral do Paraná, pede exames de HIV para os candidatos, além de exames de sangue e urina.

De acordo com o texto, a exigência é de caráter eliminatório. O candidato deverá apresentar os resultados dos exames, entre eles, o que mostra que o paciente não está com o vírus, para só depois realizar exame médico normal.

A Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLTT), que promove a cidadania desses grupos da população, recebeu denúncia de moradores do município, segundo o presidente da entidade, Tony Reis.

“Nós recebemos a denúncia de duas pessoas da cidade de que a prefeitura estaria discriminando as pessoas que têm aids. Ninguém deve ser obrigado a fazer teste compulsório de HIV. O objetivo disso é não selecionar o candidato com aids no trabalho. Hoje sabemos que as pessoas com HIV podem sobreviver 20, 25 e 30 anos Isso caracteriza um tipo de discriminação que precisamos combater”.

A Constituição prevê que são invioláveis a intimidade e a vida privada das pessoas, lembra Tony.

Em ofício enviado à prefeitura pedindo o fim da medida, ele cita um parecer de 1989 do Conselho Federal de Medicina a respeito da obrigação de um exame do tipo.

Segundo o texto, a realização de testes sorológicos de HIV viola direitos da pessoa, fere a Consolidação das Leis do Trabalho, além de contribuir em caso positivo para sua marginalização enquanto cidadão.

“A Organização Internacional do Trabalho (OIT) também é contrária a este tipo de medida. Toda a jurisprudência é contra essa tipo de pedido”, explica.

A Associação promete entrar na Justiça, caso não haja uma mudança no edital.

Na prefeitura de Matinhos, ninguém foi encontrado para comentar o caso.

Fonte: O Globo

Em hospital, 68% dos pacientes com HIV são heterossexuais




Um levantamento feito pela equipe do Hospital Emílio Ribas, da Secretaria de Saúde de São Paulo, revela que 68% dos portadores do vírus da AIDS atendidos se declararam heterossexuais. E apenas 25% dos atendidos eram mulheres. A maioria dos pacientes têm entre 30 e 40 anos. A instituição, especializada em doenças infecto-contagiosas, tem 80% de seus atendimentos voltados a pessoas com HIV.

A compilação de dados também mostrou que 20% dos atendidos estavam em uma união estável. Sobre o nível de escolaridade, 42% contavam com ensino fundamental concluído e só 0,9% possuíam ensino superior completo.

Segundo informou o médico infectologista David Uip, diretor do hospital, à assessoria de imprensa da Secretaria, o principal problema ainda é a conscientização. “Houve muitos avanços na medicina no que se diz respeito ao tratamento da Aids da década de 80 para cá, mas não adianta a medicina evoluir se toda a população não estiver consciente dos riscos da doença e de como preveni-la”.

Os números foram obtidos durante 15 dias e com acompanhamento de mais de 100 pacientes internados no Emílio Ribas, que fica na capital paulista.

Fonte: Revista Galileu

Estudo revela como HIV se esconde dos remédios anti-Aids Por hivempauta
















O HIV está conseguindo escapar da ação de drogas antirretrovirais porque é capaz de passar diretamente de uma célula para outra.
A conclusão é de um novo estudo do laboratório do biólogo David Baltimore, ganhador do prêmio Nobel de Medicina em 1975.
Realizando experimentos com culturas de células no Caltech (Instituto de Tecnologia da Califórnia), o grupo do cientista oferece uma explicação de por que o coquetel anti-Aids reduz o número de vírus nos soropositivos, mas não cura a infecção.
Em geral, uma célula infectada se rompe e libera HIVs soltos no plasma sanguíneo.

Esses vírus vagam pelo sangue até encontrar outro linfócito T CD4+, a célula do sistema imune que o HIV ataca. É quando os vírus estão soltos que a droga age.

Baltimore e seus colegas, porém, mostraram que uma parcela menor da transmissão ocorre diretamente, de célula para célula, quando dois linfócitos entram em contato no sangue.

É nesses casos que os antirretrovirais falham. A infecção célula a célula não é tão frequente mas, quando ocorre, a quantidade de vírus transferida é grande. Explorando essa brecha de segurança, o vírus consegue sobreviver como um reservatório latente dentro das células, mesmo quando o sangue está repleto de moléculas das drogas antirretrovirais.

ESPERANÇA FRUSTRADA
“No início dos anos 1990, quando os inibidores de protease [primeira classe eficaz de droga anti-HIV] surgiram, os médicos estavam medindo o ritmo de queda da carga viral dos soropositivos e concluindo que, com tal redução, os pacientes estariam curados em alguns anos”, disse à Folha Alex Sigal, cientista que coordenou o trabalho.
“Algumas pessoas vêm sendo tratadas com antirretrovirais por mais de 15 anos, mas, se você para de administrar a droga, o vírus volta.”

Sigal descobriu o problema da transmissão célula a célula ao realizar um experimento em que cultivou linfócitos vivos num pires de laboratório para comparar os dois tipos de transmissão.

Quando as células estavam separadas, o efeito da droga sobre o HIV foi muito mais acentuado do que quando estavam juntas.
Segundo os cientistas, que descrevem o trabalho em um estudo publicado hoje na revista “Nature”, a descoberta é também uma má notícia para a criação de uma vacina terapêutica anti-HIV. Esse preparado estimularia o sistema imune a atacar o vírus, mas sua ação se limitaria ao exterior dos linfócitos. A transmissão célula a célula seria um problema.

Mas há esperança de que isso não ocorra no uso preventivo de uma vacina, afirma Sigal. Se o organismo conseguir combater o vírus logo que ele entra, não haveria brecha para a formação de um reservatório.

Estudos de opções terapêuticas no laboratório de Baltimore, porém, já sofreram uma mudança de abordagem.

“Estamos buscando inibidores de infecção do HIV que não funcionam da mesma maneira que as drogas antirretrovirais”, afirma Sigal.

“Essas novas drogas afetam a célula infectada. Assim, não importa quantos vírus estão dentro dela.”

Fonte: PauloRios.org






Anticorpos descobertos podem gerar vacina eficiente contra Aids























O isolamento de 17 anticorpos contra o HIV por uma equipe americana de pesquisadores traz novas possibilidades para a produção de um vacina eficiente contra a doença. Os novos anticorpos são capazes de neutralizar um grande espectro de variantes do HIV, enquanto alguns deles bloquearam a infecção das células de 10 até 100 vezes mais eficiência do que anticorpos neutralizantes descobertos anteriormente, relataram os pesquisadores na última edição da revista científica “Nature”.

- Devido à variabilidade notável do HIV, uma vacina eficiente contra o vírus provavelmente terá que provocar anticorpos neutralizantes – disse Dennis Burton, professor de imunologia e ciência microbiana, e do instituto de pesquisas The Scripps, em La Jolla, nos Estados Unidos. – É por isso que esperamos que esses novos anticorpos se mostrem ativos valiosos para o campo de pesquisa contra a Aids.

Fonte: Imirante

Ministério da Saúde amplia tratamento para crianças com aids

















As crianças que vivem com aids no Brasil vão poder contar com novos tratamentos a partir da próxima semana. O Ministério da Saúde incluiu no esquema terapêutico de crianças e adolescentes o primeiro antirretroviral (ARV) incorporado ao SUS exclusivamente para esses pacientes, o tipranavir. A droga entra como opção mais confortável de medicação de 3ª linha, ou seja, moderna e indicada para vírus resistentes – a 1ª linha é composta por medicamentos mais usuais e utilizados em tratamentos iniciais. O tipranavir é também o primeiro medicamento de resgate, que auxilia quando não há resposta ao tratamento ou falha na terapia, adotado no país que poderá ser utilizado por menores de 6 anos de idade.

“Além de ampliar a qualidade de vida dessa população e proporcionar melhor adesão ao tratamento contra a doença, a medida atualiza o consenso pediátrico atual”, destaca o diretor do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais, Dirceu Greco. Farão parte das recomendações outras duas formulações (fosamprenavir solução oral e darunavir pediátrico). Em combinação com o ritonavir solução oral, estes medicamentos são potencializados e inibem a replicação do HIV, ajudando a reduzir a infecção das células saudáveis do organismo.

Até então, o esquema de resgate terapêutico de 3ª linha era feito com ARV indicados para adultos e utilizados por crianças como medida excepcional. Os menores de 5 anos e de baixo peso só tinham a opção do inibidor de protease (lopinavir/ritonavir), utilizado quando ocorria falha terapêutica com os medicamentos prescritos no tratamento inicial. Com uma formulação mais moderna, cada dose do fosamprenavir, por exemplo, representa ¼ do volume da dose do amprenavir, que será substituído.

Ao todo, o Ministério da Saúde oferece 13 drogas para crianças que desenvolveram a doença. Atualmente existem no Brasil 4.006 menores de 13 anos em tratamento, sendo que 186 deles estão utilizando medicamentos de 3ª linha. O orçamento para o acesso universal aos antirretrovirais no Brasil é da ordem de R$ 846,7 milhões e o investimento brasileiro em ARV para crianças é de R$ 9,7 milhões.

ORIENTAÇÃO

Médicos e farmacêuticos de Unidade de Dispensação de Medicamentos (UDM) dos serviços de saúde especializados em HIV/aids receberam nota técnica sobre os novos ARV. O documento traz informações de prazos de armazenamento e realização de testes de genotipagem para verificar a resistência do HIV e indicações de uso desses medicamentos no Brasil, para que o médico prescreva a melhor combinação de antirretrovirais para o paciente.

No texto, os médicos também são alertados a repassar aos pais e cuidadores de crianças com aids informações sobre como administrar as doses dos remédios. O frasco do ritonavir pode durar de três a seis meses e o curto período de validade (6 meses) se dá em decorrência da própria formulação do medicamento. Por esta razão, os usuários são orientados a retornar com o frasco do medicamento a cada consulta e retirada do ritonavir na UDM, para melhor controle do produto. A precaução é para evitar que a criança tome medicamento vencido.

Fonte: Diário do Comércio Indústria e Serviços

Médica que fez cerca de segurança com seringas de sangue com HIV será denunciada ao Conselho profissional















A imprensa segue repercutindo o caso da médica Miriam Walton, de Sobradinho (DF), que, para proteger a casa, criou uma cerca com seringas com sangue supostamente contaminado com HIV. A médica também pendurou uma placa com os dizeres: “Muro com sangue HIV +. Não pule”.

Ortopedista de um hospital público de Paranoá, Miriam afirmou ter conseguido o material na própria unidade em que trabalha. Segundo a médica, a atitude ocorreu depois dela ter sido vítima de vários assaltos.

De acordo com informações do jornal Correio Braziliense, a síndica do condomínio onde a Miriam mora, Vera Barbieri, vai denunciar a ação ao Conselho Regional de Medicina do Distrito Federal.

A Agência EFE publicou que vizinhos denunciaram o caso à polícia, que respondeu não poder agir “pois se trata de uma propriedade privada e não há nada que configure um crime.”

Em nota enviada à Agência de Notícias da Aids, o ativista Cazu Barros, do Rio de Janeiro, disse estar indignado com a atitude da médica. “Nós pessoas vivendo com HIV e aids, tão descriminados e estigmatizados, não podemos permitir que isso vire rotina”, afirmou. “Se ainda somos agredidos e servimos como chacotas para algumas pessoas é devido a esse tipo de situações que fazem nos enxergar como ameaça à sociedade”, acrescentou.

Segundo informações do site do Departamento de DST/Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde, o vírus da aids é bastante sensível ao meio externo. Estima-se que o HIV possa viver em torno de uma hora fora do organismo humano. Graças a uma variedade de agentes físicos (calor, por exemplo) e químicos, pode tornar-se inativo rapidamente.

Fonte: Agência de Notícias da AIDS



HOMENAGEM RECEBIDA NA CÂMARA MUNICIPAL DE UBATUBA





quinta-feira, 18 de agosto de 2011















O CD Forças Aliadas tem como objetivo levar uma mensagem construtiva sobre a preservação do meio ambiente e a interação social

Alguns integrantes do Projeto Blablablá Posithivo estiveram nesta semana com o chefe de gabinete da Prefeitura de Ubatuba, Délcio Sato, para presenteá-lo com o CD “Forças Aliadas”, lançado através do projeto, com o selo musical que leva o mesmo nome do CD. Délcio Sato agradeceu o presente: “quero agradecer a Silmara Retti e aos meninos do DTPK e dizer que eles podem continuar contando com meu total apoio para o trabalho social tão bonito que desenvolvem”.
O CD “Forças Aliadas” possui nove faixas musicais, que já são veiculadas em algumas rádios do Litoral Norte e do sul de Minas Gerais. As músicas são dos MCs e compositores ubatubenses Tagarela e Lorens e contam com participações especiais dos músicos Evandro Santos, Cos96, Confector, Isabella, Flamarion, Adriano, Marcinha e Robinho.
É neste CD que se encontra a música “Guerreira”, composta em homenagem a escritora Silmara Retti, contando a história de sua vida, baseada no livro “Flash – você sabe o que eu tenho?”.
De acordo com os componentes do projeto, o CD tem como objetivo levar uma mensagem construtiva sobre a preservação do meio ambiente e interação social, enaltecendo sempre o bairro do Perequê Açu, onde está localizada a sede do projeto, berço destes talentos e de tantos outros ainda desconhecidos.
Durante o encontro com o chefe de gabinete da prefeitura, MC Tagarela, representado pelo seu assessor Ninho, explicou que “o nome ‘Forças Aliadas’ foi sugerido por Mc Lorens e surgiu a partir da ideia de que unidos somos muito mais fortes, pois o CD é uma união sem preconceitos de diferentes estilos musicais como o rap, o rock e o samba”. Quem tiver interesse em contratar para shows ou adquirir o CD, fazer contato com Ninho ou Silmara pelos telefones 9138-9860 ou 9150-3448.
O próximo passo será a gravação de um videoclipe para cada faixa do CD, apresentando os membros do projeto e tendo como cenário o bairro do Perequê Açu.

Parceria
“Este presente entregue ao Sato simboliza a parceria estabelecida desde o início do projeto com a Prefeitura de Ubatuba, já que ele esteve presente desde o início deste processo sendo considerado o padrinho do selo musical Forças Aliadas. Ele tem tudo a ver com a nossa história porque também é jovem, trabalhador e busca a realização de seus sonhos. A gente conhece o Sato há um bom tempo e ele sempre nos recebeu com carinho e atenção, por isso ganhou a nossa confiança e respeito”, disse Ninho, diretor do selo Forças Aliadas.

O Projeto Blablablá Positivo e suas ações
O projeto Blablablá Positivo e Amigos é composto por subprojetos como a Oficina do Blablablá Positivo, Blablablá do Bem e Blablablá em Ação e Rap na Escola, nos quais seus integrantes se comprometem a desenvolver atividades esportivas, culturais e sociais.
De acordo com Silmara Retti, coordenadora geral do projeto Blablablá Positivo, a liderança é dada como motivação para que eles possam ser mais responsáveis e participativos dentro da realidade social. João Pedro Rossi Retti, de 12 anos e filho da escritora é o web designer e editor dos cartazes; Mayanne, Dany , Rosana, Fernando, Bill e Karina e a líder Jociene organizam visitas e campanhas sociais; os Mcs Lorens e Flamarion respondem pela área do rap junto com Ninho , assessor e diretor do selo musical Forças Aliadas e são liderados pelo Mc Tagarela ; Pedro Katatal do Cos96 é responsável pela área do rock e pelas aulas gratuitas de violão; Evandro Santos domina a área do samba; Serginho e Vinícius organizam os campeonatos esportivos, incluindo futebol feminino; André e Raphael Retti são os garotos propaganda de cartazes e folders; Eltinho lidera a área do skate, assim como a promoção de eventos, marketing e captação de recursos; Nick promove atividades de preservação ao meio ambiente, pois também é integrante da APPRU; professor Leco ministrará aulas de capoeira; o grupo Kaminhantes do Vento fazem apresentações de leparcur; Gabriel Reis é o editor do blog oficial do projeto; Flávia Comitte é professora voluntária de português e grande incentivadora do projeto Rap na Escola, que será iniciado em breve na E.M.Tancredo Neves e Silmara Retti responde pela prevenção às DSTs/Aids através de palestras.
Para o início de suas atividades o grupo está apenas no aguardo da liberação oficial da sede provisória, mas quem tiver interesse em participar como voluntário favor entrar em contato através do telefone (12) 91503448.
“Somos uma família que valoriza a simplicidade e pessoas proativas com interesse coletivo serão muito bem vindas mediante aprovação do grupo, lembrando que é essencial possuir perfil humanitário para saber lidar com as diferenças”, disse Silmara Retti.
As campanhas solidárias de arrecadação de agasalhos são permanentes e contam com o apoio de doações de todos e principalmente da Fundo Social de Solidariedade de Ubatuba, com o slogan: “A moda é dividir o seu estilo com alguém!”. (Fonte: Assessoria de Comunicação – PMU)

domingo, 24 de julho de 2011

Ex-pastor é condenado a mais de 17 anos de cadeia por divulgar pornografia infantil no Facebook














Jerry L. Cannon, 63 anos, foi condenado a 17 anos e meio de confinamento por usar o Facebook para procurar e divulgar pornografia infantil. Ao ser condenado, o ex-pastor de Kentucky declarou: “Sinto muito. Que Deus me perdoe. Fui muito estúpido. Dói demais”. Cannon insistiu que jamais teve o interesse de abusar de nenhuma das crianças.

Jerry L. Cannon (Foto: Foto: Reprodução)O juiz local de Alabama que presidiu sobre o caso de Cannon não se comoveu com as lágrimas que o ex-pastor derramou ao ouvir a decisão. Em vez disso, afirmou que a sentença foi bem aplicada para um homem como Cannon. O caso foi julgado no Alabama por ser essa a cidade natal da pessoa com quem o ex-pastor trocava imagens de pornografia infantil.
O FBI já vinha investigando Cannon desde o início do ano. As acusações alegavam que o ex-pastor usava pelo menos 13 contas com nomes falsos para postar fotos de crianças na rede social. As fotos mostravam principalmente meninas entre as idades de 10 e 16 anos. Não foi comprovado que Cannon possa ter tirado as fotos ele mesmo. O ex-pastor disse à polícia que enviava as fotos a outras pessoas para “afastá-los” das crianças.
Para piorar, Cannon tinha pelo menos mais de 1.000 imagens e vídeos eróticos, alguns com crianças com menos de 9 anos sofrendo abuso sexual, em posts ligados a suas contas. A prisão foi realizada no dia 21 de fevereiro, mas levada às autoridades federais por distribuição de conteúdo pornográfico ilegal.
Cannon era casado e começara uma igreja própria em sua cidade natal, Dry Ridge, com outros dois casais há quatro anos. Leitor, se você visse um ato desses ocorrendo no Facebook, denunciaria? Comente!

quarta-feira, 20 de julho de 2011

As ações da Rede Globo para esfriar a trama gay da novela "Insensato Coração", noticiadas ontem pela coluna "Outro Canal", tiveram repercussão na internet.

Representantes de entidades de defesa dos direitos gays ouvidos pela Folha lamentaram os cortes na novela, até então elogiada. "Fico triste, estava me sentindo muito contemplado pela novela", disse Toni Reis, presidente da ABLGT (Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais).

O deputado federal Jean Wyllys (PSOL-RJ), ex-participante do "BBB", da Globo, criticou a emissora em sua conta no Twitter. "A imposição de censura aos autores da novela e a recusa em representar a diversidade da sociedade ferem a Constituição." Parte dos usuários rebateu Wyllys. "Ficção não está regulamentada na Constituição", escreveu um deles.

A Globo disse que "a causa é a diversidade e o respeito às diferenças, e não propriamente homossexualidade ou heterossexualidade". "A ciência -incluindo Freud- reconhece que a sexualidade, com suas variantes éticas e morais, é baseada na singularidade. Nossas tramas registram a afetividade e o preconceito, mas não cabe exaltação", diz a nota.

"Cabe, sim, combater a intolerância, o preconceito e a discriminação contra elas, o que temos estimulado cotidianamente inclusive por meio de campanhas. Porém, a livre sensibilidade artística é a única medida possível para delinear a ousadia criativa", continua.

A Folha apurou que, por decisão da direção da Globo, as cenas entre Eduardo (Rodrigo Andrade) e Hugo (Marcos Damigo) seriam cortadas.

Elas mostravam Sueli (Louise Cardoso), mãe de Eduardo, levando café na cama para os dois, que haviam passado a noite juntos. Procurados pela Folha, os autores, Gilberto Braga e Ricardo Linhares, disseram que não podem falar sobre assuntos internos da emissora


Fonte: Folha de S.Paulo

Pai e filho confundidos com casal gay sofrem agressão, destaca imprensa


Diferentes jornais e sites destacaram nesta quarta-feira que pai e filho foram agredidos no interior paulista por serem confundidos com um casal gay. As vítimas foram atacadas por um grupo de homens durante uma feira agropecuária. Leia a seguir reportagem do jornal O Estado de S.Paulo.

‘Agora nem saudade do filho a gente pode matar mais?’

O autônomo de 42 anos que teve parte da orelha decepada porque estava abraçado ao filho está assustado. Morador da área rural de Vargem Grande do Sul, no interior paulista, ele conta que estava em uma festa agropecuária em São João da Boa Vista na quinta-feira quando foi atacado por seis ou sete rapazes que acharam que eles eram um casal gay. Após pedir para não ser identificado, ele contou que ainda não sabe se vai fazer plástica, porque não tem dinheiro. Sobre os agressores, diz que "nem sabe o que pensar". "A gente sai de casa numa boa, para se divertir, e acontece uma coisa dessas. É um horror." Ontem, a polícia abriu inquérito para apurar o caso. Um agressor chegou a ser detido ontem por crime de lesão corporal, mas foi liberado.

O senhor se lembra do que houve no momento em que foi atacado com seu filho?

Meu filho veio de São Bernardo do Campo na quinta-feira para a gente ir para a festa. Eram mais ou menos 11 horas da noite quando fomos ver o show da dupla Jorge e Mateus na Eapic (Exposição Agropecuária, Industrial e Comercial de São João da Boa Vista). Eu com a minha namorada, meu filho de 18 anos com a dele, uma menina. Quando acabou o show, por volta de 3 horas da manhã, elas foram até o banheiro e eu fiquei com o meu filho. Eu dei um abraço nele. Aí um grupo de seis ou sete caras chegou perto da gente e perguntou se a gente era gay. Respondi que não, que ele era meu filho, que a gente era pai e filho. Mas os meninos começaram a tirar sarro, zoar e dizer: "Vocês estão mentindo, vocês são gays sim, pode dar um beijo aí que a lei libera". Aí começou um empurra-empurra. A gente não queria confusão, sabe, então tentou sair de perto. Aí deu uns cinco minutos e senti uma pancada por trás, que pegou no meu queixo.

Foi nessa hora que, segundo quem estava no local, você perdeu a consciência e, quando voltou, estava ensanguentado e sem um pedaço da orelha. Como foi quando percebeu isso?

Estava uma confusão. Eu e meu filho fomos agredidos. Eu nem me dei conta de que estava sem o pedaço da orelha quando recobrei os sentidos. Estava meio abobado, sabe? Só ouvia uma gritaria em volta de mim falando da orelha, da orelha. Sei que uma pessoa pegou o pedaço da minha orelha e colocou em um copo com gelo, para tentar salvar. Eu nem sabia o que estava acontecendo, nem queria saber de orelha, queria saber se meu filho estava bem, porque ele também foi agredido. Como a gente não tinha sido socorrido ainda, eu saí andando, meio sangrando, e encontrei um amigo meu que me levou até o pronto-socorro de São João da Boa Vista. O médico limpou, me deu uma injeção para a dor e me encaminhou para um cirurgião plástico. Na sexta, já de dia, fui ao cirurgião em São João e ele me encaminhou para o HC (Hospital das Clínicas), em São Paulo. Eu levei o pedaço da orelha, mas não deu para implantar. Volto lá amanhã (hoje) cedinho para ver o que vai ser feito. Cirurgia plástica eu já ouvi dos médicos que custa entre R$ 25 mil e R$ 35 mil e eu não tenho condições de fazer isso particular. Vamos ver o que me falam. Enquanto isso, estou com o ferimento costurado, e nos antibióticos e anti-inflamatórios. Tive muita dor, os médicos falaram que devem ter cortado com algum objeto, porque o corte foi bem reto.

Além da dor, quais as outras sensações o senhor teve ao saber que tinha tido um pedaço da orelha cortado por acharem que o senhor era homossexual?

Eu estou assustado, meu filho e minha família também. Ele (o filho) mora com a mãe em São Bernardo do Campo e não quer nem falar com ninguém sobre isso. A gente não estava fazendo nada de mais. Ele viajou quase 300 quilômetros para vir para uma festa. A gente não sai de casa nunca na vida com essa maldade no coração, então não consegue nem imaginar o que leva essa gente a fazer isso.

Os agressores tinham bebido?

Nem acho que eles estavam alcoolizados, nada. Eles não devem gostar de homossexuais, só isso, e fazem uma coisa dessas. Fico pensando: eu tinha abraçado meu filho para fazer carinho nele, matar saudade, fazia dois meses que a gente não se via. Mas agora nem saudade do filho a gente pode matar mais? Não em público, só em casa pelo jeito. E outra: eu não sou gay, meu filho não é gay, mas a gente não tem nada contra. E aí se a gente fosse? E quem é? Meu Deus, cada um faz o que acha melhor! Se a pessoa não tiver o direito de viver como ela acha que deve, o que a gente faz?

Droga anti-HIV à base de tabaco entra em fase de testes, divulga O Globo














O primeiro teste clínico de um remédio produzido a partir de plantas geneticamente alteradas começou no mês passado, no Reino Unido. A droga, um anticorpo do HIV, vírus causador da aids, batizado P2G12, está sendo retirada de folhas de tabaco cultivadas em uma estufa na Alemanha pela Pharma-Planta, projeto da União Europeia que tem como objetivo buscar na natureza alternativas mais baratas para produzir medicamentos por meio de culturas de vegetais.

Só recentemente o teste recebeu a luz verde da agência britânica responsável pela regulação de remédios e tratamentos de saúde, a MHRA. Nesta primeira fase, 11 mulheres saudáveis se ofereceram como voluntárias para avaliar os riscos no uso de uma substância colhida das folhas das plantas alteradas. Duas já começaram a receber os anticorpos, enquanto em uma terceira está sendo administrado um placebo. Em uma segunda fase, com testes mais amplos e complexos, será possível saber se o P2G12 pode ajudar a prevenir a infecção pelo vírus, associado ou não a outros compostos microbicidas.

“A aprovação pela MHRA para prosseguirmos com os testes em humanos é um reconhecimento de que anticorpos podem ser produzidos em plantas com a mesma qualidade daqueles feitos com sistemas de produção convencionais”, comentou Julian Ma, professor da Universidade de St. George, em Londres, e um dos coordenadores do projeto. “Isso era algo que muitos pensavam não ser possível. Nosso objetivo é produzir remédios de forma econômica e em quantidades que satisfaçam a demanda global.”

Segundo Rainer Fischer, professor do Instituto Fraunhofer de Biologia Molecular e Ecologia Aplicada de Aachen, na Alemanha, onde o tabaco geneticamente modificado está sendo cultivado, o processo permite reduzir de dez a cem vezes os custos de produção de remédios. Lá, os cientistas estão conseguindo extrair cinco gramas do anticorpo de cada 250 quilos de tabaco alterado. As grandes indústrias farmacêuticas usam enormes tanques de aço cheios de culturas de células para fabricar substâncias do tipo. Para Ma, uma tecnologia mais simples e barata como as plantas ajudará que pacientes de países pobres e em desenvolvimento tenham acesso a medicamentos contra o câncer, a artrite e diversas infecções que hoje são "terrivelmente caras".

“Isso abre o potencial para as plantas fabricarem toda uma gama de drogas, tanto no mundo desenvolvido quanto no em desenvolvimento”, considerou. De acordo com os pesquisadores, é muito pequeno o risco de as plantas modificadas se espalharem e contaminarem outras lavouras, tanto por estarem presas dentro de estufas quanto por não serem cultivadas em grande escala. Ma também não prevê problemas com os consumidores europeus, que em geral se opõem a alimentos geneticamente modificados, pelo fato do tabaco não estar na cadeia alimentar.


Fonte: O Globo

sábado, 16 de julho de 2011

O Estado de S. Paulo: Pregação contra gays vira caso de polícia na Sé

















Todos os pudores do pastor Cristiano Xavier, de 36 anos, um dos evangélicos que pregam diariamente na Praça da Sé, região central de São Paulo, desaparecem quando ele explica porque tem um discurso tão virulento contra os homossexuais. Ultimamente, as pregações de Xavier e seus correligionários na praça têm virado caso de polícia.

"É um tema que causa polêmica, atrai público. Está até no meu DVD. R$ 10. Quer comprar um?", pergunta Xavier, depois de terminar a palavra, puxando o repórter para um canto. Em seu discurso de ontem, ele gritava: "Os bicha deixam Deus em segundo plano. São promíscuo, sujo, faz orgia (sic)...".

"Glória a Deus!", dizia o fiel desempregado Rildo Ferreira, de 33 anos, com a Bíblia na mão. Por três vezes, Ferreira voltou ao tema dos "efeminados", a pedido do pastor.

Sentindo-se ofendidos, gays de passagem, lésbicas e simpatizantes reclamam no posto policial do que chamam de "baixarias". Eventualmente, a reclamação evolui para um registro no 1.º Distrito Policial, na Liberdade, que atende a região.

Postado dia 28 no YouTube, embate entre homossexuais e evangélicos na praça já teve cerca de 10 mil acessos. Na ocasião, um homem e uma mulher que discordaram do pastor foram xingados de "filhos de satã". Policiais precisaram usar gás de pimenta para evitar agressões. Segundo PMs, há confrontos semanais. "Qualquer pessoa de roupa colorida já é classificada de "criatura do demônio"", diz policial.

A operadora de videoconferência Renata Flores, de 23 anos, conta que há cerca de um mês passava pela praça em direção ao trabalho, quando resolveu parar "para ver se estavam dizendo algo interessante". "Mas o cara só atacava, xingava, julgava. Além do mais, falava tudo errado."

Renata tentou interpelar o pastor, mas ele a ignorou. Um rapaz (que preferiu não se identificar) se juntou a ela e os dois reclamaram da "falta de respeito" no posto policial da praça. Para não ficar só nisso, resolveram registrar a ocorrência no DP.

"Você pode pensar do jeito que quiser, mas o respeito à liberdade de expressão é fundamental", acredita Renata, que se declara espírita e bissexual.
Xavier diz que já esteve na delegacia "várias vezes", respondendo a acusações de difamador. "Eles (no DP) chamam a gente de tudo, de louco, de xarope, e fica assim", diz.

"A polícia prende nós, só que não pode fazer nada, porque o que a gente prega tá na Bíblia", completa o pastor Alexandre Pedrezani, de 37.

Um soldado conta: "É só aparecer uma garota com vestido curto que eles apontam e começam a chamá-la de profana para as pessoas em volta. Eles só não têm coragem de mexer com as prostitutas da (Praça) João Mendes. Com certeza elas não nos chamariam. Mas partiriam pra cima deles." O delegado Altair de Antônio Joaquim, do 1.ºDP, afirma que nem sempre a pessoa quer registrar a ocorrência. "Faço termo circunstanciado por injúria, que vai para o fórum e vira inquérito."

Justiça. A polêmica entre gays e religiosos ficou mais acirrada depois que o Supremo Tribunal Federal foi favorável à união homoafetiva. Na última Marcha para Jesus, a decisão foi ferozmente atacada. Dois dias depois, a Parada Gay usou santos em campanha pelo uso de preservativos. O cardeal d. Odilo Scherer classificou a campanha de "infeliz, debochada e desrespeitosa". A parada afirmou que a intenção era "mostrar que todos têm de lutar pela prevenção de doenças sexualmente transmissíveis".

Toni Reis, presidente da Associação Brasileira de Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis e Transexuais afirma que já houve "grande evolução". "Na Idade Média, homossexuais eram queimados na fogueira."


Fonte: O Estado de S. Paulo

Vacina contra Aids apresenta resultado promissor em macacos



CHICAGO/LONDRES (Reuters) - Uma vacina experimental ajudou macacos portadores de uma variação do vírus da Aids a controlarem a infecção durante mais de um ano, o que pode levar a uma vacina para humanos, disseram pesquisadores dos EUA na quarta-feira.
Eles afirmaram que a vacina prepara o sistema imunológico para atacar rapidamente o vírus HIV quando ele entra no organismo, momento em que o vírus é mais vulnerável.
Louis Picker, pesquisador do Centro Nacional de Pesquisas com Primatas do Oregon, cujo estudo foi publicado na revista Nature, disse que um teste da vacina em humanos possivelmente poderá ser feito dentro de três anos.
Testes da vacina com uma versão do vírus em macacos, o chamado vírus da imunodeficiência símia, mostrou que mais de metade dos animais foram capazes de impedir a replicação do vírus, de modo que nem mesmo os testes mais precisos puderam detectar traços da contaminação.
Mais de um ano depois da administração da vacina, a vasta maioria dos macacos manteve o controle sobre a doença.
"Sentimos que (a vacina) tem uma possibilidade de manter o vírus sob completo controle, ou de eliminar o vírus", disse Picker.
Ele e seus colegas usam um vírus relativamente inócuo, chamado citomegalovírus (CMV), como veículo da vacina experimental para o organismo. Fizeram isso porque os cientistas consideram que a maioria das pessoas já está infectada pelo CMV, que permanece no organismo durante a vida toda, mas em geral causa poucos ou nenhum sintoma.
Picker explicou que, sendo o vírus persistentemente presente, ele mantém o sistema imunológico em alerta, pronto para atacar o vírus assim que ele entra no organismo.
"O que é animador nessa descoberta é que pela primeira vez uma vacina candidata foi capaz de controlar totalmente o vírus em alguns animais", disse Wayne Koff, cientista-chefe da Iniciativa Internacional da Vacina da Aids, que ajudou a financiar o estudo.
Atualmente, não existe cura para a Aids, mas coquetéis de medicamentos são capazes de manter a doença controlada por muitos anos.
O vírus HIV, causador da Aids, está presente em cerca de 33,3 milhões de pessoas no mundo todo, segundo a Unaids (agência da ONU para a Aids). Ele já matou mais de 25 milhões desde que surgiu, há cerca de 30 anos.
Laboratórios e cientistas do mundo todo vêm pesquisando diversas possibilidades de desenvolver uma vacina.
"A novidade aqui é usar uma vacina por administração viral que persiste - essencialmente usando um vírus manipulado para coibir um vírus patogênico", disse Robin Shattock, professor de imunidade e infecção das mucosas do Imperial College, de Londres, que não participou do estudo.
"Antes disso (...), os cientistas haviam praticamente desistido da ideia de uma vacina que possa controlar a replicação do HIV, (mas) isso a coloca firmemente de volta na pauta."
Picker disse que o próximo passo é produzir uma versão atenuada do CMV, para assegurar que ele não cause efeitos colaterais.

Quem sou EU?

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Ubatuba, Litoral Norte, Brazil
Sou a Silmara, uma pessoa simples, risonha e de bem com a vida! Sou Coordenadora do Blablablá PositHivo, desenvolvido em parceria com a Prefeitura Municipal de Ubatuba, que tem como objetivo levar informações de DST/Aids em escolas e comunidades através do meu depoimento.Como coordenadora de literatura da Fundart criei o Projeto Psiu com a finalidade de descobrir e apoiar novos autores.Fui escritora sobre o Projeto Furnas, em Ubatuba.Tenho 25 crônicas classificadas em Concursos nacionais,inclusive o conto O Menininho Perdido classificado no concurso de Antologia Ponte dos Sonhos, na Alemanha e o poema Brava Gente de Ubatuba em Guadalaraja.Sou autora da cartilha Ambiente Vivo e do livro Flash, Você sabe o que eu tenho? Eu tenho amores, dores,senhores, sabores...Eu tenho atitude.E VOCÊ? Silmara Retti é madrinha do DTPK crew

Camisinha masculina?Como usar.