Ainda relacionado aos testes anti-HIV temos a situação de pessoas mal informadas que procuram bancos de sangue com a intenção de fazerem seu teste nesses locais. Pouco encorajados a procurar um serviço de saúde público especializado ou por já serem doadores habituais, esses indivíduos se dirigem aos bancos de sangue tendo em vista a oportunidade de fazerem exames gratuitos. A problemática, nessa situação, está relacionada à "janela imunológica". Querendo se desfazer de uma dúvida, um indivíduo mal orientado poderá estar doando seu sangue dentro de um período de tempo no qual um exame ELISA não terá condições de apontar um resultado positivo real. Dessa forma, os produtos derivados do sangue doado poderão ser utilizados em outras pessoas e, se estiverem contaminados, contaminarão quem os receber.
Nesse caso, não se trata de impedir ou rejeitar a doação de sangue de indivíduos pertencentes a determinados segmentos sociais. Trata-se de, primeiro, conscientizar tanto o serviço quanto o doador em potencial esclarecendo sobre a necessidade de sinceridade e alguns exames físicos; em seguida, realizar uma entrevista detalhada com o possível doador no sentido de detectar situações e graus de riscos diferenciados em seu relato, aprimorando, desse modo, o mecanismo de selecionar doadores em potencial.
É necessário esclarecer que banco de sangue não é local adequado para fazer exame anti-HIV.

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