
Estudos preliminares sugerem que pacientes que iniciam o quanto antes a terapia anti-retroviral (TARV) podem se beneficiar com a redução do risco de infartos no miocárdio e de alguns tipos de cânceres. Segundo um estudo realizado nos EUA, o grupo de pacientes que esperou para tomar anti-retrovirais quando o CD4 estava inferior a 350 mm3 apresentou um risco de morrer 71% maior que o braço da pesquisa que iniciou a TARV com taxas maiores de CD4.
Entre os que defendem o uso imediato dos anti-retrovirais, a justificativa é a de que, quando o CD4 cai a níveis inferiores a 350 mm3, o sistema imunológico já estaria gravemente debilitado. Mas a questão é polêmica e ainda não convenceu toda a comunidade médica e científica.
“É um assunto bem delicado, pois existem vantagens e desvantagens”, avalia o infectologista Gustavo Magalhães, professor da Universidade Estadual do Rio de Janeiro e pesquisador da Fundação Oswaldo Cruz. “Quando se inicia a terapia anti-retroviral e o paciente não toma corretamente a medicação, aumenta o risco de resistência do vírus”.

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