
Pesquisas já comprovaram que as lesões que podem dar origem ao câncer de colo de útero são mais freqüentes entre as mulheres soropositivas. Essas lesões são causadas pelo vírus papiloma humano (HPV). Diante disso, alguns cuidados essenciais devem ser tomados. Assim que a mulher recebe o exame positivo para o HIV, ela deve fazer o exame papanicolau (chamado de preventivo). Esse exame detecta não apenas o câncer de colo de útero, mas também as lesões iniciais que podem evoluir para este tipo de câncer. Essas lesões, se tratadas adequadamente, não evoluem e a mulher não desenvolve o câncer. Se no seu exame estiver tudo bem, ele deverá ser repetido após 6 meses. Se o segundo exame também não detectar nenhuma lesão, essa mulher deverá voltar a repeti-lo apenas uma vez ao ano.
Agora, se alguma lesão for descoberta, ela deve realizar o exame chamado colposcopia, que verifica a gravidade do problema. É importante destacar que ter uma lesão causada pelo HPV não significa ter câncer de colo de útero. Significa que essa mulher precisará passar por um tratamento para evitar que a lesão se transforme em algo mais grave. Em sua tese de doutorado, a infectologista Beatriz Grinsztejn, da Fiocruz/RJ, verificou que as mulheres com CD4 abaixo de 200 têm mais probabilidade de desenvolver lesões no colo do útero. Nesses casos, mesmo com o exame de papanicolau normal, elas precisarão fazer uma colposcopia para se certificar que está tudo bem.

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