domingo, 24 de maio de 2009

Mitos e lendas

Durante a existência e evolução da epidemia de HIV/AIDS, foram sendo criados alguns mitos que afastariam o risco de contaminação pelo HIV. Consideramos relevante listar rapidamente alguns deles aqui para chamar atenção sobre o universo imaginário e simbólico que subsiste a essa epidemia.

A sensação de onipotência nos faz sentir todo-poderosos, imunes inclusive à contaminação pelo HIV. Essa impressão nos leva a imaginar que a AIDS seja uma doença distante de nós, e que só as outras pessoas estão sujeitas a se contaminarem.
Outra consideração muito importante é sobre a questão da abstinência sexual: esta ideologia não contribui em nada no que se refere à prevenção ao HIV. Seu conteúdo apenas apregoa a negação do prazer como forma de prevenção, raciocínio absolutamente incorreto.

Ainda se ouve falar também que uma das formas de prevenção contra o HIV é a redução de parceiros sexuais. Essa hipótese tem como pano de fundo um falso moralismo, e não pode ser considerada como forma de prevenção, pois dentre um número reduzido de parceiros pode se encontrar alguém contaminado, e o contato sem proteção com suas secreções sexuais implica em risco de contaminação. É importante enfatizar que as relações sexuais por si só não garantem a infecção. Esta se dará a partir de práticas sexuais sem proteção, o que não implica a quantidade de contatos sexuais realizados. Sexo só com proteção.

Muitas pessoas se consideram distantes também dos riscos de contaminação pelo HIV por se relacionarem sexualmente apenas com parceiro único, em relacionamentos "estáveis". Acontece que, num dado momento, esta pessoa vem a trocar de parceiro, saindo de uma relação "estável" para iniciar outra. O que se pode observar é que, ao longo de sua vida, essa pessoa acaba tendo uma série de relacionamentos com pessoas diferentes, o que também implica grandes riscos de contaminação.

Outro fato a ser destacado é a "purificação" do parceiro. É comum se verificar que, com o passar do tempo, as pessoas "purificam" seus parceiros e abandonam os procedimentos seguros. E isto ocorre sem que haja uma ampla discussão a respeito do assunto, ignorando-se as situações de risco vividas anteriormente pelos parceiros, que muitas vezes nem chegam a ser conhecidas.

A questão dos relacionamentos verdadeiramente monogâmicos é simplesmente o "verdadeiramente". Em tempos de AIDS, o correto é que os parceiros discutam seriamente a problemática dos riscos, com muita sinceridade, franqueza e honestidade, com o objetivo de preservar a vida.

Quando os primeiros casos de AIDS foram identificados, pensou-se que apenas algumas pessoas, pertencentes a alguns grupos específicos (homossexuais, usuários de drogas injetáveis, prostitutas) seriam atingidos pela doença. Atualmente se sabe que não existem grupos de risco e sim comportamentos de risco e que desta forma todos nós estamos sujeitos à infecção pelo HIV, desde que os cuidados básicos não sejam tomados.

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Quem sou EU?

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Ubatuba, Litoral Norte, Brazil
Sou a Silmara, uma pessoa simples, risonha e de bem com a vida! Sou Coordenadora do Blablablá PositHivo, desenvolvido em parceria com a Prefeitura Municipal de Ubatuba, que tem como objetivo levar informações de DST/Aids em escolas e comunidades através do meu depoimento.Como coordenadora de literatura da Fundart criei o Projeto Psiu com a finalidade de descobrir e apoiar novos autores.Fui escritora sobre o Projeto Furnas, em Ubatuba.Tenho 25 crônicas classificadas em Concursos nacionais,inclusive o conto O Menininho Perdido classificado no concurso de Antologia Ponte dos Sonhos, na Alemanha e o poema Brava Gente de Ubatuba em Guadalaraja.Sou autora da cartilha Ambiente Vivo e do livro Flash, Você sabe o que eu tenho? Eu tenho amores, dores,senhores, sabores...Eu tenho atitude.E VOCÊ? Silmara Retti é madrinha do DTPK crew

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