
A advogada aposentada Beatriz Pacheco, de 59 anos, descobriu-se soropositiva há 11 anos e reconhece como a persistência de preconceitos prejudica ações de prevenção da aids. “Recebi o diagnóstico positivo para o HIV numa época em que a aids era associada a um comportamento promíscuo. Eu não me enquadrava nos chamados "grupos de risco" e por isso o uso de preservativo não fazia parte de minha vida. Mas meu antigo companheiro, que faleceu sem conhecer seu estado sorológico, contraiu o vírus durante uma transfusão de sangue e eu também fui infectada, através de relação sexual desprotegida” , conta.
Quando descobriu o diagnóstico, pelo menos cinco anos após a infecção, Beatriz vivia outro relacionamento estável, há um ano. Junto, o casal enfrentou a sorodiscordância com amor, coragem e sem preconceitos, até o falecimento do companheiro, em 2006. Hoje, Beatriz atua junto ao Movimento Nacional das Cidadãs Posithivas, que ajudou a fundar, contribuindo para o acolhimento das pessoas que vivem com HIV/aids e para o cuidado dos pacientes hospitalizados.
Para a ativista, o principal desafio na prevenção da aids entre pessoas com mais de 50 anos é a aceitação de que este grupo populacional tem vida sexual ativa e deve ser orientado sobre como se prevenir.

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