
Outra estratégia de prevenção, não menos polêmica, é a circuncisão, que há anos vem sendo estudada por pesquisadores em todo o mundo. A circuncisão, retirada cirúrgica do prepúcio do pênis, foi capaz de reduzir em 60% a transmissão do HIV em heterossexuais masculinos, segundo estudos realizados na África e nos Estados Unidos. Os resultados foram considerados promissores, já que os homens heterossexuais são, hoje, vetores importantes da transmissão do HIV. Reduzir a infecção nessa população terá um efeito positivo na prevenção do HIV em mulheres e crianças.
“A circuncisão reduz a transmissão sexual do HIV principalmente da mulher para o homem circuncidado. Os três estudos realizados na África apresentaram uma alta redução de infecção pelo HIV no grupo de homens circuncidados e foram, inclusive, descontinuados precocemente para oferecer a circuncisão àqueles que estavam no braço do estudo dos não circuncidados”, informa Jorge Eurico Ribeiro, pesquisador do Instituto de Pesquisa Evandro Chagas da Fiocruz, responsável pelo estudo clínico da circuncisão como estratégia de prevenção no Brasil.

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