quarta-feira, 20 de maio de 2009

Somos a vanguarda da AIDS



Homens e mulheres que vivem com o HIV há mais de uma década, e estão envelhecendo com o vírus, podem possuir a chave para inúmeros questionamentos sobre a aids. São pessoas que sobreviveram à pior fase da epidemia e conseguiram encontrar um equilíbrio na convivência com o vírus e os medicamentos. Sabem se cuidar, exigem seus direitos, são bem informados sobre a doença e discutem com os profissionais de saúde os rumos do tratamento. “Somos a vanguarda da aids”, afirma Dimas Santos que convive com o HIV há 22 anos. “Aprendemos a conviver com o HIV num período pré-coquetel, fomos os primeiros a utilizar os medicamentos mais potentes, em meados dos anos 90 – uma experiência que ajudou a comunidade científica a ajustar o tratamento ao longo dos anos –, e agora estamos na linha de frente dessa batalha contra as novas doenças que começam a surgir em função do tempo de exposição ao vírus e ao tratamento anti-retroviral”

Os especialistas concordam que o envelhecimento com HIV/aids, associado ao uso prolongado dos anti-retrovirais, é um processo novo e que a forma mais eficaz de reduzir o impacto dessas doenças ainda é o controle. “Esses pacientes precisam de uma excelente qualidade de vida, que inclui boa alimentação, prática regular de exercícios físicos e apoio psicológico , quando necessário”, diz o infectologista Gustavo Magalhães. “Por isso, o atendimento multiprofissional é fundamental. Não basta ter médicos: o paciente necessita da ajuda do nutricionista, do fisioterapeuta, do psicólogo, da assistente social, do farmacêutico e da enfermagem. É o trabalho em equipe que irá proporcionar o melhor resultado”, afirma o infectologista.
Mariângela Simão, diretora do Programa Nacional de DST e Aids do Ministério da Saúde, reforça que pacientes com longo tempo de tratamento merecem uma atenção especial e aconselha os profissionais que os assistem a ficar atentos quando é necessário fazer trocas no esquema anti-retroviral. “Muitas vezes, acreditase que, por já ter tomado outros remédios, este usuário não terá dificuldade de adesão. No entanto, a cada troca de esquema, mudam-se horários, dosagens e possíveis efeitos adversos, que devem ser acompanhados pela equipe de saúde”, alerta Mariângela Simão. “Também nunca é demais conversar sobre sexualidade e prevenção , já que estas práticas também podem mudar ao longo dos anos”, sugere.

FONTE: Revista Saber Viver -

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Ubatuba, Litoral Norte, Brazil
Sou a Silmara, uma pessoa simples, risonha e de bem com a vida! Sou Coordenadora do Blablablá PositHivo, desenvolvido em parceria com a Prefeitura Municipal de Ubatuba, que tem como objetivo levar informações de DST/Aids em escolas e comunidades através do meu depoimento.Como coordenadora de literatura da Fundart criei o Projeto Psiu com a finalidade de descobrir e apoiar novos autores.Fui escritora sobre o Projeto Furnas, em Ubatuba.Tenho 25 crônicas classificadas em Concursos nacionais,inclusive o conto O Menininho Perdido classificado no concurso de Antologia Ponte dos Sonhos, na Alemanha e o poema Brava Gente de Ubatuba em Guadalaraja.Sou autora da cartilha Ambiente Vivo e do livro Flash, Você sabe o que eu tenho? Eu tenho amores, dores,senhores, sabores...Eu tenho atitude.E VOCÊ? Silmara Retti é madrinha do DTPK crew

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